Sal da Terra e Luz do Mundo

mosesSAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO

“Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”. (Mateus 5.13-20)

Na analogia de Jesus o sal, a candeia e a cidade representam os homens. O sal pode salgar ou ser insípido e a candeia pode iluminar ou ser escondida. O sabor do sal, a iluminação da candeia e da cidade situada sobe o monte são equivalentes a “boas obras” (v. 16) que os homens podem vir a praticar. Já o sal insípido e a luz escondida são equivalentes aos operadores da iniquidade que “para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens” (v.13).

Diferentes pessoas definem o bem e o mal de diferentes maneiras. Mas isso é somente consequência da ruína de Adão. A essência de todo e qualquer pecado consiste na ideia de que o homem possa estabelecer as suas próprias palavras, o próprio julgamento, a própria opinião, no lugar da Palavra de Deus. Em resposta a isso, Jesus avisou: “Não penseis que vim destruir a Lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido” (v. 19). O bem e o mal não podem ser definidos por homens porque o homem não é Deus. O bem e o mal são definidos pela Lei de Deus.

A noção da Lei como padrão pra distinguir o bem do mal foi posteriormente ensinada pelo Apóstolo Paulo: “eu não conheci o pecado senão pela Lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a Lei não dissesse: Não cobiçarás”. (Rm 7.7) E também: “o que vem pela Lei é o pleno conhecimento do pecado”. (Rm 3.20) O Apóstolo João ensinou o mesmo: “o pecado é a transgressão da Lei”. (I João 3.4) A Lei nos revela o que é justo e o que é injusto, o que é certo e o que é errado, o que é o bem e o que é o mau, o que é pecado e o que não é. Quando a Lei diz “não cobiçarás”, está revelando que a concupiscência é imoral. O mesmo é válido para todo o resto.

É por isso que a Bíblia diz que a desobediência a Lei é a característica das pessoas carnais (Rm 8.7), que o prazer e a meditação na Lei do Senhor é a característica dos justos (Sl 1.2), que a Lei do Senhor no coração é o que faz dos homens justos e sábios (Sl 37.31), que são bem aventurados aqueles que andam na Lei do Senhor (Sl 119.1), que são soberbos aqueles que não andam segundo a Lei (Sl 119.85), que os que abandonam a Lei acabam louvando a maldade dos ímpios (Pv 28.4) e que Deus reconhece como abominável até mesmo a oração daqueles que não ouvem a Lei (Pv 28.9).

O homem como sal e luz remete a posição original de Adão quando foi criado por Deus. O homem foi criado pra dominar e governar a terra, conforme as habilidades e características concedidas a ele por Deus. O homem foi criado pra ser o sal da terra e a luz do mundo. Como Salvador do mundo, Jesus Cristo veio restaurar a humanidade ao seu propósito original. Por isso Jesus começou seu ministério publico “Arrependei- vos, porque é chegado o Reino dos céus”. (Mateus 4.17) No sermão da montanha, Jesus marcou o inicio de seu ministério público chamando os homens a se a se voltarem em arrependimento para a Lei de Deus.

A comparação dos que guardam a Lei de Deus com a luz já havia sido feita no Antigo Testamento: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. (Pv 4.18) “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho”. (Sl 119.105) “À Lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles” (Is 8.20) A ideia de que o povo de Deus deveria instruir as nações na Lei de Deus também já estava no Antigo Testamento:

“Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes, estatutos, e dirão: Esta grande nação é deveras povo sábio e entendido. Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos? E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, para que não te esqueças das coisas que os teus olhos viram, e que elas não se apaguem do teu coração todos os dias da tua vida; porém as contarás a teus filhos, e aos filhos de teus filhos”. (Deuteronômio 4.6-9)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s