De Sião Sairá a Lei

moses“Atendei-me, povo meu e nação minha, inclinai os ouvidos para mim; porque de mim sairá a Lei, e o meu juízo farei repousar para a luz dos povos. Perto está a minha justiça, vem saindo a minha salvação, e os meus braços julgarão os povos; as ilhas me aguardarão, e no meu braço esperarão”.(Isaías 51.4-5)

O motivo pelo qual Jesus iniciou Seu ministério público exigindo obediência a Lei de Deus conforme havia sido revelada no Antigo Testamento é que Ele de fato era o Messias prometido aos profetas. O Antigo Testamento deixa perfeitamente claro que uma das principais funções do Messias seria confirmar a Lei e, além disso, estabelecê-la como padrão de justiça para todas as nações.

Em nenhum outro livro vemos isso com tanta clareza quanto no livro do profeta Isaías. Com muita razão, Isaías tem sido chamado de “O Quinto Evangelho” e seu autor de “O Evangelista do Antigo Testamento”.  O motivo é a grande quantidade de profecias relacionadas à vinda de Jesus Cristo – Servo Sofredor. E uma das coisas mais enfatizadas por Isaías a respeito de Jesus é que ele confirmaria e estabeleceria a Lei de Deus como padrão de justiça para todas as nações. Para entender isso melhor, precisamos ter em mente o contexto maior da mensagem de Isaías:

“O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ah, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos que praticam a corrupção! Deixaram o Senhor, desprezaram o Santo de Israel, voltaram para trás. Por que seríeis ainda castigados, que persistis na rebeldia? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e chagas vivas; não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo. O vosso país está assolado; as vossas cidades abrasadas pelo fogo; a vossa terra os estranhos a devoram em vossa presença, e está devastada, como por uma pilhagem de estrangeiros. E a filha de Sião é deixada como a cabana na vinha, como a choupana no pepinal, como cidade sitiada. Se o Senhor dos exércitos não nos deixara alguns sobreviventes, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra. Ouvi a palavra do Senhor, governadores de Sodoma; dai ouvidos à Lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra. De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias … não posso suportar a iniquidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor: ainda que os vossos pecados são como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que são vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como a lã“. (Isaías 1.3-18)

Isaías chegou diante de Israel com uma reclamação da parte de Deus. A rebelião era tão grande que chegaram a ser comparados com Sodoma e Gomorra. Além disso, Isaías enfatizou que a essência da rebelião era a transgressão da Lei de Deus: “Ouvi a palavra do Senhor, governadores de Sodoma; dai ouvidos à Lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra”. (v. 10) E esta não era uma ordem isolada. Por todo o livro, Isaías deixou perfeitamente claro que a rebelião de Israel consistia na transgressão da Lei:

“Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a palha se desfaz na chama assim a raiz deles será como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porque rejeitaram a Lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do santo de Israel. Por isso se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo, e o Senhor estendeu a sua mão contra ele, e o feriu; e as montanhas tremeram, e os seus cadáveres eram como lixo no meio das ruas; com tudo isto não tornou atrás a sua ira, mas ainda está estendida a sua mão”. (Isaías 5.24-25)

À Lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles“. (Isaías 8.20)

“Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a Lei do SENHOR“. (Isaías 30.9)

“Quem entregou a Jacó por despojo, e a Israel aos roubadores? Porventura não foi o SENHOR, aquele contra quem pecamos, e nos caminhos do qual não queriam andar, não dando ouvidos à sua Lei?” (Isaías 42.24)

Esse é o contexto para entender o que Isaías disse sobre Jesus Cristo. Sobre o sacrifício expiatório de Jesus Cristo na cruz, Isaías profetizou:

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”. (Is 53.4-5) Isso remete diretamente ao que havia sido dito na abertura do livro: “Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres não espremidas, nem ligadas, nem amolecidas com óleo”. (Is 1.5-6) Isaías apresentou a crucificação de Jesus Cristo como o meio pelo qual os transgressores da Lei seriam reconciliados com Deus. E se a a rebelião do povo consistia no fato de que eram transgressores da Lei, segue-se que a reconciliação não pode ser entendido como qualquer outra coisa se não a transformação espiritual do povo para que passassem a obedecer a Lei. Isaías deixa isso perfeitamente claro no decorrer de todo o livro que isso é o que o Messias viria fazer:

“Palavra que viu Isaías, filho de Amós, a respeito de Judá e de Jerusalém. E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do SENHOR no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. E irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a Lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR. E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear”. (Isaías 2.1-4)

Aqui Isaías profetizou aquilo que aconteceria nos “últimos dias”. Diferente do que muitos pensam, Isaías não estava se referindo aos últimos momentos da história antes da segunda vinda. Ele estava se referindo a toda a história do mundo a partir da primeiravinda de Jesus Cristo.

Nos Atos dos Apóstolos diz: “Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo esta a terceira hora do dia. Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos; e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas, naqueles dias, e profetizarão”. (At 2.14-18) Pedro menciona que Joel havia profetizado a efusão do Espírito para acontecer nos últimos dias e isso estava se cumprindo naquele momento. Portanto, devemos entender já no tempo dos apóstolos os últimos dias haviam chegado.

O mesmo Apóstolo diz em sua epístola: “… sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós”. (I Pd 1.18-20) Aqui Pedro lembra aos cristãos que eles foram salvos não por dinheiro, mas pelo sacrifício expiatório de Jesus Cristo. E ele deixa claro que isso aconteceu no fim dos tempos.

Em sua epístola aos Coríntios, Paulo escreveu: “tudo isto lhes acontecia como exemplo, e foi escrito para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”. (I Co 10.11) Paulo menciona que ele e seus contemporâneos haviam chegado aos fins dos séculos. Ele não poderia estar falando dos últimos momentos da História do mundo, logo antes da vinda de Jesus Cristo porque ele escreveu isso há mais de vinte séculos.

Em sua carta a Timóteo, ele escreve: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta- te também desses. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade”. (II Tm 3.1-7) Aquilo que Paulo diz que viria nos últimos dias, era o que já havia começado a acontecendo em seu próprio tempo. Pois ele se refere aos homens que ele disse que viria nos últimos tempos como já estando ativo e justamente por isso manda que Timóteo se afaste deles.

Quando o Novo Testamento fala nos “últimos tempos”, nos “últimos dias” e termos parecidos, a premissa é que a História da Humanidade está centralizada na pessoa de Jesus Cristo. Vemos isso claramente em Isaías:

“Mas a terra, que foi angustiada, não será entenebrecida; envileceu nos primeiros tempos, a terra de Zebulom, e a terra de Naftali; mas nos últimos tempos a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, na Galiléia das nações. O povo que andava em trevas, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz… Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto”. (Isaías 9.1-2,6-7)

Mateus narra o cumprimento:

“E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali; Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, Junto ao caminho do mar, além do Jordão, A Galiléia das nações; O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; E, aos que estavam assentados na região e sombra da morte, A luz raiou. Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus”. (Mateus 4.13-17)

Quando Isaías menciona os primeiros tempos, está se referindo a toda a História antes da vinda de Jesus Cristo. Quando menciona os últimos tempos está uma referência toda a História depois da vinda de Jesus Cristo. Este é o caso do capítulo 2. Isaías profetizou que nos “últimos dias… de Sião sairá a Lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR… E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear”. (Isaías 2.3-4) Isso se refere ao fato de que com a vinda de Jesus Cristo nos últimos dias, Ele confirmaria e estabeleceria a Lei de Deus como padrão de justiça para todas as nações. Atos dos Apóstolos narra o princípio do cumprimento:

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotámia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, E Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus”. (Atos 2.1-11)

É importante ter em mente que a efusão do Espírito aconteceu especificamente no Dia de Pentecostes. No Judaísmo, o Dia de Pentecostes comemorava a entrega dos Dez mandamentos da Lei de Deus no Monte Sinai. Isso tem ligação direta com aquilo que o Espírito Santo veio fazer e tem ligação direta com a profecia de Isaías 2:

“Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis“. (Ezequiel 36.25-27)

“Porquanto o que era impossível à Lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; Para que a justiça da Lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à Lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. (Romanos 8.3-9)

A efusão do Espírito Santo aconteceu no Dia de Pentecostes porque neste dia comemorava-se a entrega dos Dez mandamentos da Lei de Deus e o que o Espírito Santo veio fazer foi precisamente nos capacitar a cumprir esta mesma Lei. Isso aconteceu “nos últimos dias” (At 2.17) conforme também profetizou Isaías que “de Sião sairá a Lei, e de Jerusalém a Palavra do Senhor”. (Is 2.3) A saída da Lei de Sião significa simplesmente que a Lei deixaria de estar restrita a Israel somente, mas serviria como padrão de justiça para todas as nações. Isaías enfatiza o mesmo no resto do livro:

Eis aqui o meu Servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se apraz a minha alma; pus o meu Espírito sobre ele; ele trará justiça aos gentios. Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na praça. A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; com verdade trará justiça. Não faltará, nem será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua Lei“. (Isaías 42.1-4)

“Sim, diz ele: Pouco é que sejas o meu Servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israeltambém te porei para luz das nações, para seres a minha salvação até a extremidade da terra. Assim diz o Senhor, o Redentor de Israel, e o seu Santo, ao que é desprezado dos homens, ao que é aborrecido das nações, ao servo dos tiranos: Os reis o verão e se levantarão, como também os príncipes, e eles te adorarão, por amor do Senhor, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu. Assim diz o Senhor: No tempo aceitável te ouvi, e no dia da salvação te ajudei; e te guardarei, e te darei por pacto do povo, para restaurares a terra, e lhe dares em herança as herdades assoladas”. (Isaías 49.6-8)

“Atendei-me, povo meu e nação minha, inclinai os ouvidos para mim; porque de mim sairá a Lei, e o meu juízo farei repousar para a luz dos povos. Perto está a minha justiça, vem saindo a minha salvação, e os meus braços julgarão os povos; as ilhas me aguardarão, e no meu braço esperarão. Levantai os vossos olhos para os céus, e olhai para a terra em baixo, porque os céus desaparecerão como a fumaça, e a terra se envelhecerá como roupa, e os seus moradores morrerão semelhantemente; porém a minha salvação durará para sempre, e a minha justiça não será abolida. Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, povo em cujo coração está a minha Lei; não temais o opróbrio dos homens, nem vos turbeis pelas suas injúrias. Porque a traça os roerá como a roupa, e o bicho os comerá como a lã; mas a minha justiça durará para sempre, e a minha salvação de geração em geração”. (Isaías 51.4-8)

Diante disso, as palavras de Jesus na abertura do Sermão da Montanha não poderiam ser mais claras: “Não penseis que vim destruir a Lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido”. (Mateus 5.17-18) Jesus Cristo não veio abolir a Lei, mas veio nos salvar de transgredí-la. Ele não veio anular a Lei de Deus, mas veio confirmar e estabelecê-la como padrão de justiça para todas as nações.

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