A Necessidade de Meditar na Lei

moses

“Oh! quanto amo a tua Lei! É a minha meditação em todo o dia”. (Salmo 119.97)

A Lei de Deus dá entendimento e sabedoria. É por isso que o primeiro Salmo chama de bem aventurado aquele que medita na Lei de Deus (Sl 1.2). Isso pressupõe que para compreender o significado da Lei não basta simplesmente ler os mandamentos. É necessário refletir e meditar sobre cada mandamento pra então compreender e extrair as reais implicações do que ele diz. Quanto maior for a meditação, maior será o entendimento; maior será a capacidade de discernir o bem e o mal. Como diz o Salmo 119: “Oh! quanto amo a tua Lei! Ela é a minha meditação o dia todo. O teu mandamento me faz mais sábio do que meus inimigos, pois está sempre comigo. Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação”. (Sl 119.97-99)

A necessidade de meditação existe porque o propósito da Lei não é revelar diretamente todas as circunstancias possíveis em que é necessário discernir o bem e o mal. Não há dúvidas de que “vem pela Lei é o pleno conhecimento do pecado”. (Rm 3.20) Mas isso não é sempre diretamente. Muitas vezes é indiretamente. A obrigação de obedecer ao que a Lei diz não se refere exclusivamente ao que é dito explicitamente, mas também ao que é uma conclusão lógica e necessária do que é dito explicitamente. Por isso é necessário meditação. Pra extrair todas as implicações do que cada mandamento diz. Segue dois exemplos pra deixar claro como isso funciona:

I) “Os presbíteros que governam bem sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino. Porque diz a Escritura: Não atarás a boca ao boi quando debulha. E: Digno é o trabalhador do seu salário”. (I Timóteo 5.17-18)

Aqui o Apóstolo Paulo explicou que os líderes da igreja têm o direito de ser economicamente sustentados pelo trabalho que exercem. Ele cita dois textos bíblicos pra provar que o direito é real. O primeiro é um mandamento da Lei. “Não atarás a boca ao boi quando estiver debulhando”. (Deu 25:4) O segundo está no Evangelho de Lucas (Lc 10.7). Mas o mandamento da Lei fala de boi. Não fala nada sobre presbíteros. Como o Apóstolo Paulo poderia ter usado isso como base pra provar que os líderes da igreja têm o direito de ser economicamente sustentados? Porque a obrigação de obedecer ao que a Lei diz não se refere exclusivamente ao que é dito explicitamente, mas também ao que é uma conclusão lógica e necessária do que é dito explicitamente. Explicitamente, a Lei diz que quando o boi trabalha ele tem o direito de ser alimentado. O boi não pode ser explorado. O boi tem direito ao seu “salário”. Mas os homens tem mais valor do que qualquer animal (cf. Mt 10.31, Lc 12.7). Consequentemente, um homem tem muito mais direito ao seu salário do que o boi tem o direito de ser alimentado. Segue-se então que o mandamento sobre não atar a boca do boi nos ensina que os presbíteros têm o direito de ser economicamente sustentados. E pra chegar a esta conclusão não basta simplesmente ler. É necessário refletir e meditar. “Bem-aventurado o homem que… tem seu prazer na Lei do Senhor, e na sua Lei medita de dia e noite”. (Sl 1.1-2)

II) “Quando edificares uma casa nova, farás no terraço um parapeito, para que não tragas sangue sobre a tua casa, se alguém dali cair”. (Dt 22:8)

Aqui Deus fala sobre a construção de um terraço em uma casa nova. O terraço não poderia ser construído de forma a trazer riscos de vida. A construção não poderia ser perigosa. O texto fala exclusivamente da construção de uma casa e não de qualquer outra construção. Mas se obrigação de obedecer ao que a Lei se refere também ao que é uma conclusão lógica e necessária do que é dito explicitamente, devemos entender que este mandamento faz uma exigência a toda construção e a qualquer situação em que as pessoas podem ser colocadas em risco de vida. A essência do mandamento é dizer que devemos zelar pela segurança de nosso próximo. O parapeito no terraço é somente uma aplicação circunstancial deste principio. Mas isso não é dito explicitamente. Pra chegar a esta conclusão não basta ler. É necessário meditar. Quanto maior a meditação, maior o entendimento; maior a capacidade de discernir o bem e o mal.

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1 opinião sobre “A Necessidade de Meditar na Lei”

  1. o comentario atenente a nao fechar a boca do boi quando esta torturando e obvio que sustente o pastor para bem servir a nacao de Deus. ora vejamos ele percore kilomentros e kilomentros a busca da palavra de Deus, aprocura de experiencias visiveis para o melhor ensinamento do povo de Deus. a minha opniao seria dar uma economia sustentavel para sentir relmente pastor. outro suporte diz assim. o pastor leva as ovelhas para diferentes sitios para pastagem, procura um sitio onde haja bom capim e verde para que esta ovelha alimente e fique saudavel, e leva para uma agua mais limpa possivel e a ovelha sente que tem o melhor pastor. dai que a mesma ovelha deve dar fruto ou ele para levar ao bom pasto necessita de ele também se alimentar bem.
    melhor filho é aquele que volta em casa. ajudem me

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