XV – O Mistério de Deus

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O MISTÉRIO DE DEUS
Por Frank Brito

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“… e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora, mas que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos, os profetas”. (Apocalipse 10:5-7)

O “mistério de Deus” que se cumpriria “nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta” (v. 7) é um tema recorrente no Novo Testamento, especialmente nas epístolas paulinas. Compreendê-lo é essencial para entender o que acontecer o que acontece na sétima trombeta:

“Portanto, lembrai-vos que outrora vós, gentios na carne, chamam circuncisão, feita pela mão dos homens, estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade… Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus… Por esta razão eu, Paulo, o prisioneiro de Cristo Jesus por amor de vós gentios… como pela revelação me foi manifestado o mistério, conforme acima em poucas palavras vos escrevi, pelo que, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, o qual em outras gerações não foi manifestado aos filhos dos homens, como se revelou agora no Espírito aos seus santos apóstolos e profetas, a saber, que os gentios são co-herdeiros e membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho. Do qual fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder. A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo”. (Efésios 2.11-22,3.1-10)

“Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar, segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério guardado em silêncio desde os tempos eternos, mas agora manifesto e, por meio das Escrituras proféticas, segundo o mandamento do Deus, eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé”. (Romanos 16.25-26)

O mistério de Deus que se cumpriria na sétima trombeta é o mesmo que Jesus disse que aconteceria mediante a destruição de Israel – a consumação da transferência do Reino de Deus de Israel as nações, aos gentios: “Fará perecer horrivelmente a estes malvados e arrendará a vinha a outros lavradores que lhe remetam os frutos nos seus devidos tempos… o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos” (Mateus 21.41,43). Legalmente, Israel já havia caído de sua posição quando crucificou Jesus Cristo. Mas demorou quarenta anos para que isso fosse aplicado historicamente. Até a queda de Jerusalém e a destruição do templo o Antigo Pacto estava em processo de desaparecimento e o Novo Pacto ainda estava sendo estabelecido. Até a queda de Jerusalém e a destruição do templo, ainda era possível que existissem crentes piedosos que viviam sob as cerimonias do Antigo Pacto, pois ainda não haviam sido avisados de que Jesus Cristo já havia vindo. É por isso que o toque da sétima trombeta faz com que o céu celebra a “reconciliação do mundo” (Rm 11.15):

“E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”. (Apocalipse 11.15)

O processo de transferência durou cerca de quarenta anos. Ao toque da sétima trombeta a transferência estaria consumada e nações se tornariam herdeiros plenos dos despojos da destruição de Jerusalém como Jesus avisou que aconteceria.

O texto diz que quando isso aconteceu é porque veio “o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome”. (Ap 11.18) O julgamento se refere ao que ao pedido dos mártires: “E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?” (Ap 6:10)  A linguagem de recompensa se refere ao mesmo. Como disse Jesus: “para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que mataste entre o santuário e o altar. Em verdade vos digo que todas essas coisas hão de vir sobre esta geração”. (Mt 23.35-36)

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