mortadelaSEJA GRATO À LEI DE DEUS POR SEU PÃO COM MORTADELA
Por Frank Brito

“Disse-lhes: Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que as recomendeis a vossos filhos, para que tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta Lei. Porque esta palavra não vos é vã, antes é a vossa vida; e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra”. (Deuteronômio 32:46-47)

Pão com mortadela é uma das coisas que brasileiros mais gostam de comer no café da manhã. O que poucos se dão conta é do quanto o simples pão com mortadela que tantos comem a cada manhã é capaz de nos revelar um pouco daquilo que Deuteronômio 32:46 nos ensina, que a Lei de Deus é a nossa vida.

Como conseguimos nosso pão e nossa mortadela? Vamos até a padaria e compramos. Mas o simples ato de ir até a padaria para comprar pão com mortadela envolve mais os mandamentos de Deus do que a maioria costuma se dar conta. Se eu compro pão e mortadela nesta ou naquela padaria é porque eu mantenho algum grau de confiança que o pão e a mortadela que estão ali sendo vendidos não estão envenenados. Eu mantenho algum grau de confiança de que os padeiros estão se esforçando para manter a qualidade daquilo que vendem. Se eu não tivesse qualquer grau de confiança nos padeiros, se eu achasse que eles estão querendo me matar inserindo veneno no trigo do pão, eu não sairia da minha casa para comprar pão com eles.

O que poucos se dão conta é que este simples ato de comprar pão com mortadela na padaria envolve princípios morais que ligados a dois mandamentos específicos do Decálogo – o sexto e o nono. O sexto mandamento, “não matarás”, exige “empenho cuidadoso e todos os esforços legítimos para a preservação de nossa vida e a de outros” (Catecismo Maior, P. 135) e proíbe “a negligência… para a preservação da vida” (Catecismo Maior, P. 136). Sendo assim, fornecer alimento confiável, que não atente contra a vida de nosso próximo, faz parte das exigências do sexto mandamento. O padeiro poderia estar envenenando seus fregueses. Mas se ele está se esforçando para fornecer pão e mortadela de qualidade, ele está, pelo menos neste aspecto, obedecendo ao sexto mandamento. Além disso, o nono mandamento, “não dirás falso testemunho”, exige, “evidenciar e manter a verdade… cumprir as promessas lícitas; empenhar e praticar tudo o que é verdadeiro, honesto, amável e de boa fama” (Catecismo Maior, P. 144). Sendo assim, se uma padaria se propõe a vender pão e mortadela, ela não pode mentir sobre a qualidade de seus produtos, dizendo que está vendendo uma coisa quando na verdade está vendendo outra. O que aconteceria se todas as padarias quebrassem sistematicamente o sexto e o nono mandamento? O que aconteceria se elas não tivessem nenhum tipo compromisso com a vida de ninguém e nem com a honestidade? Para que padarias existam, é preciso que exista compromisso com a vida, com a honestidade e com muitos outros mandamentos de Deus que poucos se dão conta. Seja qual for a motivação dos padeiros em vender produtos de qualidade, esta motivação inevitavelmente exige que o sexto e o nono mandamento sejam, em algum sentido, observados.

Vamos ampliar nossa reflexão para incluir a sociedade de forma geral, não somente padarias. O que aconteceria se empresas aéreas não tivessem qualquer preocupação com a preservação da vida dos passageiros? O que aconteceria se empresas de ônibus fizessem o mesmo? O que acontece quando políticos transgridem o oitavo mandamento, “não roubarás”? O que acontece quando a força policial deixa de zelar pelo sexto e o oitavo mandamento, isto é, quando deixam de fazer justiça contra homicidas e ladrões? O que acontece com as famílias de uma sociedade quando o quinto e sétimo mandamento, “honrarás teu pai e tua mãe” e “não adulterarás”, não são mais respeitado? E se todos quebrassem o que a Bíblia diz sobre o trabalho e fossem preguiçosos? “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio” (Provérbios 6.6). O que acontece com uma empresa cheia de gente preguiçosa? O que acontece com uma família se ninguém da casa quiser trabalhar? O que acontece com uma nação cheia de preguiçosos? E a ciência? E os pesquisadores? A ciência poderia subsistir sem a Lei de Deus? Cada pesquisador não depende das conclusões de outros pesquisadores para fazer suas próprias pesquisas? Ele não precisa manter algum grau de confiança em seus colegas? Afinal, não há como averiguar cada pesquisa que jamais foi feita par ver se era tudo verdade. Pesquisas científicas não poderiam existir sem um grau de honestidade entre os pesquisadores. Pesquisas científicas não poderiam existir se os pesquisadores estivessem sistematicamente quebrando o nono mandamento, “não dirás falso testemunho”. E se todos fossem simplesmente desonestos? Teríamos remédios? Teríamos vacinas? Como as pesquisas para descobrir essas coisas poderiam existir sem honestidade? Teríamos hospitais confiáveis? E se os médicos também deixarem de se importar com a vida de seus pacientes, o sexto mandamento? A ciência não poderia existir sem a Lei de Deus simplesmente porque a pesquisa científica depende da honestidade intelectual dos pesquisadores.

“Esta palavra”, disse Deus, “não vos é vã, antes é a vossa vida” (Dt. 32:46). Raramente nos damos conta do quanto nossas vidas estão imersos nas bençãos da Lei do Senhor. Sem a obediência a Lei do Senhor, em nenhum sentido, não poderíamos contar com a segurança de nossa família, de nossos bens, de nossos alimentos ou mesmo de nossa própria vida. Alguns de nós podemos até achar que comer um mero pão com mortadela seja algo banal. Muitos daqueles que passam fome porque vivem em nações em que as leis bíblicas de economia e comércio são sistematicamente quebradas podem sentir na pele o quanto não é banal. Como está escrito:

“Filho meu, não te esqueças da minha Lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos. Porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz”. (Provérbios 3:1-2)

“Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a Lei do SENHOR… Por isso esta maldade vos será como a brecha de um alto muro que, formando uma barriga, está prestes a cair e cuja quebra virá subitamente”. (Isaías 30:9-13)

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