babyO Batismo de Infantes e a Grande Comissão
Por Frank Brito

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. (Mateus 28:19)

“Rejeitamos, portanto, o erro dos anabatistas, que não se contentam com o batismo que uma vez receberam e que, além disto, condenam o batismo dos filhos pequenos dos crentes”. (Confissão Belga, Artigo 34, “O Santo Batismo”)

Deus, por meio de Sua Palavra, ordena que as crianças, filhos de cristãos, sejam batizadas.

A maioria dos evangélicos brasileiros não concorda. Costumam pensar que seja uma prática exclusivamente católica romana. Mas não é. Protestantes sempre batizaram bebês – reformados, presbiterianos, luteranos, metodistas, episcopais, congregacionais e outros. Os batistas foram os primeiros a rejeitar o batismo de crianças entre os protestantes. O nome batista, alias, tem origem exatamente nisso. A maioria das igrejas que se popularizaram no Brasil tem origem entre os batistas ou pentecostais (que também não adotam a prática) e é por isso que a muitos evangélicos brasileiros não sabem que protestantes, desde os primórdios da Reforma Protestante, sempre batizaram bebês.

Mas, para o cristão protestante, a Bíblia, não as nossas próprias tradições, é a única regra de fé e prática. Será que há, de fato, base bíblica para batizar crianças? Ou será, neste assunto, os Reformadores Protestantes ainda estavam sob a influência do catolicismo romano e por isso nunca abandonaram a prática? Essa é uma explicação muito frequente, mas não tem qualquer razão de existir. Os Reformadores, em nome das Escrituras, lutaram contra a instituição do papado, contra o culto a imagens, contra a transubstanciação da missa, contra o purgatório, contra a invocação dos santos mortos, contra a retirada do vinho na santa Ceia e até contra coisas que, para cristãos modernos, pode parecer insignificante, como o acréscimo de água no vinho da Santa Ceia. Será possível que, lutando contra todas essas coisas, eles simplesmente ignorariam a questão do batismo sem que estivessem realmente convictos de que é o que a Bíblia ensina? Não, não foi por influência do catolicismo romano que os Reformadores batizavam as crianças. Foi por convicção bíblica. O propósito deste artigo é demonstrar que, à luz das Escrituras, eles estavam certos. Isso pode ser demonstrado quando analisamos, em seu devido contexto, as últimas ordens de Jesus Cristo antes de subir aos céus. “Ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. (Mateus 28:19)

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