joeA Realidade da Divina Revelação
Rev. Joe Morecraft III

Sobre o Autor: Joe Morecraft III é pastor da Chalcedon Presbyterian Church (Igreja Presbiteriana Calcedônia) em Cumming, Georgia nos Estados Unidos.

O Cristianismo é único em sua compreensão do conhecimento e na maneira que se obtém conhecimento de si mesmo, da vida e de Deus. Não-cristãos somente reconhecem duas fontes de conhecimento: a razão e a experiência humana. Alguns negam que existam que exista verdade ou verdadeiro conhecimento de qualquer coisa, que acreditam que não há absolutos, que tudo é relativo e que a vida é um absurdo. Eles nos dizem que o conhecimento é subjetivo e que não existe verdade ou realidade objetiva. A visão do Cristianismo Bíblico se opõe a estas visões ateístas, pois somente reconhece uma única fonte do verdadeiro conhecimento: a revelação que vem do Deus vivo e verdadeiro. Se quisermos conhecer qualquer verdade sobre Ele ou sobre qualquer outra coisa, precisamos ‘pensar conforme os pensamentos de Deus’, isto é, precisamos ver e interpretar a realidade à luz da revelação do Criador. E, para que pudéssemos pensar conforme Seus pensamentos, Deus revelou a Si mesmo, Seus pensamentos e Sua vontade, de uma maneira que é compreensível a nós que somos criaturas, mas que, ainda assim, é significante tanto para Ele quanto para nós. Ele não nos deixou no escuro. Sua revelação é uma luz para caminharmos na vida (Sl 119:105). É somente à luz de Sua revelação que podemos verdadeiramente compreender Deus, a vida, o mundo e a nós mesmos, pois, como a Bíblia diz “Não tua luz veremos a luz” (Salmo 36:9).

(P. 2) A Realidade da Auto-Revelação de Deus

As Pressuposições da Auto-Revelação de Deus

Deus é um Ser pessoal totalmente autoconsciente e infinito (Gn 1:1). Não há mistérios para Ele em Seu Ser porque Ele compreende a Si mesmo completamente. Este ensino bíblico estabelece o significado da verdade da divina revelação. “Deus tinha em Si mesmo todo o conhecimento desde toda eternidade. Nada poderia ser acrescentado ao que Ele conhece em qualquer momento do tempo”.[1] Todas as coisas finitas no universo foram criadas em concordância com Seu plano eterno e com Sua perfeita compreensão e interpretação de todas as coisas, interpretação esta que estava em Sua mente antes da Criação. Portanto, “todo conhecimento que qualquer criatura finita de Deus jamais teria – tanto daquilo que é diretamente relacionado a Deus, quanto do que é relacionada a objetos no próprio universo criado – precisam, em última instância, repousar na revelação de Deus”.[2]

O corolário da verdade da absoluta autoconsciência de Deus é a verdade de que os seres humanos foram criados a imagem de Deus. Se Deus é absoluto[3] desde toda a eternidade e antes da criação do homem, segue-se que o homem não poderia ter qualquer outra origem se não Deus. “Então, o homem não poderia ser criado de outra maneira se não segundo a imagem de Deus, pois não havia ideias ou padrões acima ou distintas da natureza de Deus segundo os quais Deus poderia ter o criado”.[4] Portanto, o homem foi criado com a habilidade de receber revelação de Deus e, em Cristo, com base nesta revelação, de desfrutar da comunhão com Deus. O homem é capaz de conhecer a Deus, a si mesmo e o mundo, porque ele é a imagem do Deus absoluto que, por Sua onisciência, conhece a Si mesmo e tudo quanto Ele criou. O conhecimento do homem tem como base o conhecimento de Deus e na revelação deste conhecimento (Sl 36:9).

A Revelação Geral de Deus

O Fato da Divina Revelação no Homem e na Criação

“A  própria  luz  da  natureza  no  espírito  do  homem  e  as  obras  de  Deus  claramente  MANIFESTAM  que existe  um  Deus…” (Catecismo Maior de Westminster, P.2). Esta resposta do catecismo apresenta um fato que é essencial para compreendermos o mundo em que vivemos. Deus real e verdadeiramente revelou a Si mesmo na própria constituição do homem e em todo universo que nos cerca (Sl 19:1-6; At 14:17; Rm 1:18-23). “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”. (Sl 19:1) “Ainda que todos os pregadores do mundo ficassem calados, ainda que toda boca humana parasse de proclamar a glória de Deus, os céus acima nunca cessariam de declarar e proclamar Sua majestade”.[5] Cada grama declara o louvor do Criador. A própria Criação é um vasto palco no qual Deus demonstra Sua glória.

Esta revelação divina está impressa até mesmo na consciência humana: “a própria luz da natureza no espírito do homem” (Rm 1:19; 2:14). É implantado naturalmente nos corações, nas mentes e no ser de todas as pessoas pelo fato de serem criados a imagem de Deus (Gn 1:27). Isso significa que todos, inescapavelmente, têm certo conhecimento de Deus, por causa da realidade da revelação absolutamente clara do Deus em quem “vivemos, nos movemos e existimos” (At 17:28).

Não seremos capazes de reconhecer a completa responsabilidade e culpabilidade (a condição de alguém que merece culpa) do homem diante de Seu Criador até que tenhamos entendido que Deus é revelado a toda humanidade, em todas as obras de Sua mão, a cada segundo da vida de um homem. Todos estão imersos em um AMBIENTE DE DIVINA REVELAÇÃO e cada pessoa é UM VEÍCULO DA DIVINA REVELAÇÃO: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou”. (Rm 1:19)

“Que existe na mente humana, e na verdade por disposição natural, certo senso da divindade, consideramos como além de qualquer dúvida. Ora, para que ninguém se refugiasse no pretexto de ignorância, Deus mesmo infundiu em todos certa noção de Sua divina realidade, da qual, renovando constantemente a lembrança, de quando em quando instila novas gotas, de sorte que, como todos à uma reconhecem que Deus existe e é seu Criador, são por seu próprio testemunho condenados, já que não só não lhe rendem o culto devido, mas ainda não consagram a vida a sua vontade […] Não há nenhuma nação tão bárbara, nenhum povo tão selvagem, no qual não esteja profundamente arraigada esta convicção: Deus existe! […] Tão profundamente penetrou ela às mentes de todos, que este pressuposto comum se apegou tão tenazmente às entranhas de todos! Portanto, como desde o princípio do mundo nenhuma região, nenhuma cidade, enfim nenhuma casa tenha existido que pudesse prescindir da religião, há nisso uma tácita confissão de que no coração de todos jaz gravado o senso da divindade”. [6]

A Clara Manifestação de Deus no Homem e na Criação

“A própria luz da natureza no espírito do homem e as obras de Deus CLARAMENTE manifestam que existe um Deus…” (Catecismo Maior de Westminster, P.2). Os verbos gráficos em Romanos 1 e Salmo 19 atribuem uma clareza inconfundível a revelação de Deus na criação e na consciência humana. No Salmo 19 lemos que o universo está “declarando” a glória de Deus e “proclamando” a obra de Suas mãos (19:1). Sua revelação é “declarada” diariamente e “revela conhecimento” (19:2). Não é possível encontrar qualquer lugar no universo em que “não se ouça a sua voz” (19:3). “Nada se esconde ao seu calor” (19:6). Em Romanos 1 encontramos que a revelação geral “neles se manifesta”, isto é, em cada ser humano, “porque Deus lho manifestou” (1:19). “Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu…” (Rm 1:20-21). Portanto, “para que a ninguém fosse obstruído o acesso à felicidade, não só implantou Deus na mente humana essa semente de religião a que nos temos referido, mas ainda de tal modo se revelou em toda a obra da criação do mundo, e cada dia nitidamente se manifesta, que eles não podem abrir os olhos sem se verem forçados a contemplá-Lo”.[7]

“Entretanto, em todas as suas obras, uma a uma, imprimiu marcas inconfundíveis de Sua glória, e na verdade tão claras e notórias, que por mais brutais e obtusos que sejam, tolhida lhes é a alegação de ignorância […] Para todo e qualquer rumo a que dirijas os olhos, nenhum recanto há do mundo, por mínimo que seja, em que não se vejam a brilhar ao menos algumas centelhas de sua glória. Nem podes, realmente, de um só relance contemplar quão amplamente se estende esta vastíssima e formosíssima engrenagem, que não te sintas de todos os lados totalmente esmagado pela imensa intensidade de seu fulgor”.[8]

Se os seres humanos não veem e louvam o Criador em Suas obras, não é porque eles não podem vê-lo, ou porque Sua revelação é obscura, mas porque eles não QUEREM vê-lo. Eles voluntariamente “detêm a verdade em injustiça” (Rm 1:18) e, portanto, são  escusáveis. Como disse Calvino, “deliberadamente a si mesmos se fazem estúpidos”[9], de tal forma que agora, no não-cristão, este conhecimento é distorcido e corrompido por culpa da ignorância e malícia.

A auto-revelação de Deus é tão claramente manifesta que ela tira de nós qualquer desculpa por não conhecê-lo ou adorá-lo. Nem o cético intelectual e nem o selvagem primitivo são desculpáveis por não reconhecerem o único Deus verdadeiro. Portanto, esta revelação de Deus na criação constantemente faz com que homens e mulheres caídos se lembrem de que eles vivem cada dia de suas vidas de OLHOS FECHADOS até que a cegueira que eles mesmos impõem sobre si seja curada pelo poder salvífico de Jesus Cristo por meio do Evangelho.

Que todos os não-cristãos suprimem a verdade de Deus e deliberadamente enganam a si mesmos sobre Deus é evidente ao nosso redor. A vil ingratidão do homem é exposta em sua rebelião contra a revelação de Deus na criação e em sua recusa deliberada de ver esta revelação e admirá-la.

O homem endureceu a si mesmo de tal maneira em sua posição de pecado que ele se tornou um escravo (Rm 6:6); e agora, esta escravidão só pode ser quebrada pelo poder do Evangelho de Cristo (II Co 4:3-6). Portanto, é impossível falarmos da revelação geral de Deus sem também considerar a cegueira voluntária e persistente da mente humana e do relacionamento humano com a ira santa do Criador Todo-Poderoso que “do céu se manifesta… sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça” (Rm 1:18).

O Conteúdo da Revelação no Homem e na Criação

“A própria luz da natureza no espírito do homem e as obras de Deus claramente manifestam que EXISTE UM DEUS…” (Catecismo Maior de Westminster, P.2). O catecismo teria sido mais bíblico se sua resposta dissesse que, “A própria luz da natureza no espírito do homem e as obras de Deus claramente manifestam que DEUS É” porque a revelação geral não revela “um Deus”, mas, em vez disso, revela “Deus”, fora do qual não há outro Deus (Is 45:6). O Criador clara e inconfundivelmente Se revela em Sua criação e este Criador é o Deus da Bíblia. Ele é o perfeito comunicador e comunica Sua revelação perfeitamente na criação e na consciência humana. Se os seres humanos não recebem e não compreendem esta divina comunicação, é porque se recusam deliberadamente.

O que Deus revela de Si mesmo na criação e no homem? O Salmo 19 diz que Ele revela Sua glória (Sl 19:1) e que, por meio desta revelação, nós recebemos conhecimento verdadeiro e imediato desta glória revelada. A glória de Deus é a demonstração magnífica de todas as perfeições de Deus, e Deus é Suas próprias perfeições. Romanos 1 diz que na revelação geral Deus manifesta Sua Deidade ou Divindade. As duas palavras se referem à glória de Deus, a revelação da totalidade das perfeições de Deus, a admirável demonstração de tudo em Deus que O faz gloriosamente perfeito. Divindade é a “soma das perfeições invisíveis de Deus que caracterizam Deus… ‘Eterno poder e divindade’ incluem os muitos atributos invisíveis reflete a riqueza da manifestação dada na criação visível do ser, majestade e da glória de Deus”.[10] É o verdadeiro Deus que é revelado na criação, não algum tipo de Deus, ou uma parte de Deus, ou um Deus, ou algo sobre Deus – é o próprio Deus que é revelado. A criação é a revelação de Deus de si mesmo, mas não é suficiente para a salvação. Revela Deus como Criador, Provedor e Senhor, mas não como Salvador. Por causa de nosso pecado, precisamos de revelação especial de Deus no Evangelho nos dizendo como podemos ser salvos de nosso pecado.

O Propósito da Divina Revelação no Homem e na Criação

O propósito original da revelação geral era o despertar no homem o culto, gratidão, louvor e serviço ao Deus Vivo. O pecado interferiu neste propósito (Rm 1:19). Então, agora a revelação geral também o propósito adicional de fazer com que o homem fique inescusável no tribunal de Deus (Rm 1:20). Tendo suprimido esta clara revelação de Deus, o homem é inteiramente inescusável e passível do divino juízo. “Se os homens não O glorificam e adoram como Deus, eles são inescusáveis por tamanha impiedade”.[11]

Toda a vida humana “tem a característica de uma resposta. Ainda que o homem não tenha consciência disso, toda a sua vida é uma resposta, até mesmo nos aspectos mais profundos de sua religião. Esta religião não é um instinto automático que surge da profundeza do coração humano, mas, em vez disso, é a resposta depravada a revelação de Deus. De inúmeras maneiras, esta resposta revela o coração o cansaço do coração que não descansa até que repouse em Deus (S. Agostinho)… É algo claro que, ao mesmo tempo em que a Palavra de Deus aponta enfaticamente para a relação entre a revelação geral e a culpa, ela também indica que o homem caído não está livre da revelação de Deus em sua vida prática… O homem – também o homem pagão – não é livre de Deus em todas as circunstâncias e pensamentos de sua vida. Ele está envolvido com Deus e este fato também se mostra em sua religião e moralidade. Ele não pode ser livre de Deus, menos ainda do mandamento de Deus – daquilo que é a bondade não inteiramente oculta dos mandamentos e ordenanças Deus… Ainda que o homem caído seja totalmente depravado (Ef 2:1), isto não aniquila o fato de que a vida ainda não é completamente fragmentada no caos. Um relacionamento com Deus permanece mesmo enquanto o homem está alienado de Deus, uma obra da Lei que está escrita nos corações dos homens. Ainda há contato com as obras da mão de Deus, mesmo enquanto os homens não atentem para a mão paternal de Deus. Isso não significa que a corrupção humana não seja séria, mas significa que o homem nunca é completamente desconectado de Deus e – mesmo que ele não reconheça a Deus como Legislador – em muitos sentidos ele ainda é influenciado pela Lei e ordenanças de Deus”.[12]

Conclusões

Primeiramente, homens e mulheres não podem conhecer a si mesmos ou o mundo até que se submetam a revelação de Deus e passem a definir a si mesmos em concordância com Deus e em conformidade com a interpretação de Deus sobre Si mesmo, o universo e o homem, interpretação esta que se encontra na Bíblia.

Em segundo lugar, homens e mulheres, até mesmo homens e mulheres não-cristãos, têm descoberto muitas verdades sobre a vida e o mundo, não por conta de sua cosmovisão humanista, mas apesar dela. Homens caídos descobrem “momentos de verdade” por causa da bondade comum de Deus. A vida é como Deus diz que é e não como o humanista diz que é; e a revelação de Deus na criação é tão clara e que pecadores não podem evitar se esbarrarem com “momentos de verdade” em meio a ignorância espiritual. Não-cristãos podem afirmar coisas que são verdadeiras e falsas simultaneamente, como Richard L. Pratt, Jr. explicou:

“Incrédulos podem pensar e falar a verdade no sentido de que seus pensamentos, ocasionalmente, provêm da revelação inescapável de Deus e são produzidos pela graça comum de Deus por meio das qualidades inevitáveis do homem como imagem de Deus. Além disso, são verdades no sentido de que a revelação de Deus pode realmente confirmar as declarações superficialmente e, ao providenciar uma estrutura alternativa para tais declarações, esta revelação pode conduzir ao reconhecimento de Deus e a obediência a Ele. Todavia, podemos, ao mesmo tempo, identificar tais afirmações dos incrédulos como sendo falsas porque não resultam de uma obediência voluntária a revelação de Deus, mas resultam da negação da distinção entre a criatura e o Criador. Além disso, estas afirmações são falsificadas pela estrutura não-cristã daquilo que significam e, portanto, afastam do culto a Deus. E, mais do que qualquer coisa, o mero comprometimento do incrédulo com a independência humana falsifica todas as declarações feitas por não-cristãos”.[13]

Em terceiro lugar, seres humanos jamais encontraram descanso para seus corações pesados por conta do pecado até que encontrem o descanso no Deus da Bíblia (Jo 14:6).

“Até que os homens sintam que tudo devem a Deus, que são assistidos por seu paternal cuidado, que é ele o autor de todas as coisas boas, daí nada se deve buscar fora dele, jamais se lhe sujeitarão em obediência voluntária. Mais ainda: a não ser que ponham nele sua plena felicidade, verdadeiramente e de coração nunca se lhe renderão por inteiro”.[14]

Em quarto lugar, o cristão vive em um universo cooperativo, responsivo, compreensivo e amigável. Ele vive em um ambiente que é a revelação pessoal de Deus, que é seu Salvador. É o rebelde incrédulo que vive em um ambiente hostil, no qual Deus usa todas as energias da criação contra seus planos iníquos. Rebelião contra Deus é suicídio. Deus diz em Provérbios 8:36: “Todos os que me odeiam amam a morte” (Pv 8:36).

 
Tradução: Frank Brito
Fonte: Authentic Christianity, Volume 1, p. 142-150.


[1] Cornelius Van Til, An Introduction to Systematic Theology (Philadelphia, PA: Westminster Theological Seminary, 1971), 63.

[2] Van Til, An Introduction to Systematic Theology, 63.

[3] Dizer que Deus é “absoluto” é dizer que Ele é perfeito, infinito, completo, independente de qualquer coisa fora de Seu próprio Ser. Ele é a base última de todo pensamento e ser e não deve ser duvidado ou questionado.

[4] Van Til, An Introduction to Systematic Theology, 63.

[5] William S. Plumer, Psalms (Edinburgh: The Banner of Truth Trust, 1975), 262.

[6] João Calvino, Institutas da Religião Cristã, 1:3:1.

[7] João Calvino, Institutas da Religião Cristã, 1:5:1.

[8] João Calvino, Institutas da Religião Cristã, 1:5:1.

[9] João Calvino, Institutas da Religião Cristã, 1:4:2.

[10] John Murray, The New International Commentary on the New Testament: The Epistle to the Romans, 2 vols. (Grand Rapids, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1959), 1:39–40.

[11] Murray, The New International Commentary on the New Testament: The Epistle to the Romans, 1:40.

[12] G. C. Berkhouwer, “General and Special Divine Revelation,” Revelation and the Bible, ed. Carl F. Henry (Philadelphia, PA: Presbyterian and Reformed Publishers, 1958), 17–21.

[13] Richard L. Pratt, Jr., Every Thought Captive (Phillipsburg, NJ: Presbyterian and Reformed Publishers, 1979), 35.

[14] João Calvino, Institutas da Religião Cristã, 1:2:1.

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