prostitute

SUBVERTENDO O CRISTIANISMO NO LEITO DE JEZABEL
Por Frank Brito

“Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará”. (Hebreus 13.4)

“Mas tenho contra ti que toleras Jezabel… Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras”. (Apocalipse 2;20-22)

Há alguns anos, um dos pastores que eu mais admirava no Brasil era o Hermes C. Fernandes. Eu o admirava principalmente porque eu o via defendendo o calvinismo em uma época que o calvinismo era bem menos conhecido no Brasil do que é hoje. Ele também era conhecido por defender o pós-milenismo. Eu ainda não seguia essa linha escatológica, mas achava interessante e gostava de ler sobre o assunto.

Lembro do quanto fiquei emocionado com seu testemunho da cura milagrosa de sua filha especial. Testemunhou que como pregador neo-pentecostal, tinha vergonha por sua filha ser especial. Isso não condizia com a teologia triunfalista que ensinava do púlpito. Certo dia, leu Romanos 9 e se arrependeu. Passou a defender a soberania de Deus e apresentou sua filha a igreja. Pouco tempo depois ela foi curada milagrosamente. Se não me falha a memória, foi por conta disso que se tornou calvinista.

Há pouco tempo escreveu em seu blog sobre mudanças em sua caminhada ministerial. Não sei se entrou em decadência somente nos últimos tempos ou se já estava em decadência há mais tempo e eu não sabia. O que eu sei é que ele tem defendido heresias perigosas que precisam ser denunciadas. Seu blog se chama “Cristianismo Subversivo”. Apesar disso, o que mais se encontra lá ultimamente não é subversão do mundo com o Cristianismo, mas subversão do Cristianismo com o mundo.

Podemos ver um exemplo claro disto em sua última postagem, “A Igreja e a Profissionalização da Prostituição”. Nesta postagem, ele opina sobre o Projeto de Lei 4211/12 que está tramitando na Câmara. Ele resumiu o objetivo do projeto da seguinte maneira:

“O projeto, caso seja aprovado, garantirá a esses profissionais o acesso à saúde, ao direito do trabalho, à segurança pública e, principalmente, à dignidade humana, tirando a profissão da marginalidade.

De acordo com a proposta, considera-se profissional do sexo toda pessoa capaz e maior de 18 anos que, voluntariamente, presta serviços sexuais mediante remuneração. O pagamento pela prestação dos serviços será exigível juridicamente a quem os contratou. Os profissionais do sexo, segundo o projeto, poderão atuar de forma autônoma ou em cooperativa e terão direito a aposentadoria especial com 25 anos de serviço.

A Lei de Benefícios da Previdência (8.213/91) garante aposentadoria especial para os segurados com trabalho sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física”.

O autor deste projeto é Jean Wyllys. Para quem não conhece, Jean Wyllys é também um dos maiores defensores do “Projeto Escola sem Homofobia”, mais conhecido como “Kit Gay”. Segundo a Nota Oficial, “O Projeto Escola Sem Homofobia, apoiado pelo Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (MEC/SECAD), tem como objetivo contribuir para a implementação do Programa Brasil sem Homofobia pelo Ministério da Educação, através de ações que promovam ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos e da respeitabilidade das orientações sexuais e identidade de gênero no âmbito escolar brasileiro […] Trata-se de um conjunto de instrumentos didático-pedagógicos que visam à desconstrução de imagens estereotipadas sobre lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais“. Basicamente, o propósito do MEC e do Jean Wyllys é doutrinar crianças sobre o quanto é bom ser um sodomita. Segue abaixo um dos videos que, segundo a proposta, seriam apresentados para crianças no ensino fundamental:

A vídeo começa falando de um menino que ficou muito triste por ter que se mudar e deixar seus amigos, sua escola e sua namorada. O objetivo até ai é fazer com que os espectadores criem afinidade com o personagem. O vídeo procura mostrar que ele é normal como todo mundo, tem as mesmas vontades, os mesmos temores, os mesmos valores. Na nova escola, ele faz um novo amigo. Não é revelado imediatamente que seu novo amigo é gay. Primeiro, é necessário mostrar o quanto ele é legal. Afinal, o que há de melhor para superar problemas na vida do que novos amigos para nos apoiar? Mas, apesar do novo amigo ser tão legal e tão importante, “os homofóbicos cegos e estúpidos” zombam deles. A única explicação é a burrice do preconceito. Se eles o conhecessem melhor, não teriam todo esse preconceito. Veriam o quanto ele é legal, como o vídeo já mostrou aos espectadores que ele é. E ele é tão tão tão legal que seu amigo que era hétero descobriu que ser bissexual é ainda melhor. Afinal, aumenta as probabilidades de conhecer alguém. É o maravilhoso mundo da bissexualidade que as crianças podem estar perdendo caso deem ouvidos a geração hipócrita e preconceituosa de seus pais.

A mente doentia e pervertida por trás deste projeto é a mesma que está por trás do projeto que o bispo Hermes C. Fernandes defendeu em seu blog: Jean Wyllys. Segundo as palavras do site do próprio Jean Wyllys:

A hipocrisia e moralismo da sociedade causam e marginalização de um segmento considerável da sociedade e também a negação de direitos aos profissionais cuja existência nunca deixou de ser fomentada. O atual estágio normativo, que não reconhece os trabalhadores do sexo como profissionais é inconstitucional e acaba levando e mantendo esses profissionais no submundo, na marginalidade. Precisamos resgatá-los para o campo da licitude”.

Será que o bispo Hermes C. Fernandes está aprendendo teologia com Jean Wyllys?

Seu argumento é o mesmo. Segundo o bispo, se você é contra o projeto de Jean Wyllys, você é, nas palavras dele, um “religioso hipócrita”, “moralista hipócrita”, “legalista”. Se você não defende o direito da prostituição ser privilegiada pelo estado, é porque você está, nas palavras dele, enviando “seus filhos para serem iniciados por elas”.

O bispo Hermes C. Fernandes tenta se justificar apelando para o exemplo de Cristo:

“Lembremo-nos que o próprio Jesus afirmou que meretrizes entrariam no reino de Deus antes de muitos religiosos hipócritas (Mateus 21:31). Talvez seja isso que tanto mexa com nossos escrúpulos. Sentimo-nos insultados pelo próprio Cristo, apesar de não termos a coragem de admitir. – Já para o final da fila, suas quengas! É o que muitos pensam, mas não falam. Justo elas, que dentre outros grupos, foram priorizadas pelo Mestre, constituindo numa de Suas principais audiências. Foi de uma delas que Jesus recebeu uma inusitada oferta que teria lhe custado um ano de trabalho. E quem pensa que trabalho de prostituta é vida fácil, deveria reconsiderar seu preconceito. Sem contar que Raabe, a prostituta que deu guarida aos espias de Josué, consta da genealogia de Jesus”.

Não, eu não me sinto insultado por Cristo. O que mexe com meus escrúpulos é ver Cristo sendo insultado dessa maneira por alguém que carrega o título de bispo. Primeiro, ele corretamente identifica que Jesus estava sempre pronto para perdoar e salvar prostitutas. Ele cita Mateus 21.31 para para provar:

“Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus”. (Mateus 21.31)

Com base nisso, ele chega a conclusão de que devemos lutar pelos para prostitutas receberem privilégios do estado. Mas, o texto não fala somente de prostitutas. Fala de publicanos também. Os publicanos eram os cobradores de impostos e eram quase sempre corruptos. Por que o bispo Hermes não chega a mesma conclusão em relação aos publicanos?  Se ele usa Mateus 21.31 para chegar a conclusão de que o estado deve dar privilégios para prostitutas, ele necessariamente precisa argumentar o mesmo em relação aos publicanos. Deveríamos passar leis para facilitar a corrupção de cobradores de impostos? Por que não? O Novo Testamento não mostra que eles foram tão “privilegiados” por Jesus quanto as prostitutas? Um deles, Mateus, acabou até virando apóstolo e escrevendo um dos Evangelhos (Mt 10.3). Se o bispo Hermes C. Fernandes usa este texto como base para chamar de hipócrita quem é contra prostituta receber privilégios do estado, ele deveria também chamar de fariseu quem não defende privilégios para quem segue a carreira de ladrão. Afinal, Jesus ensinou que os publicanos “entrariam no reino de Deus antes de muitos religiosos hipócritas (Mateus 21:31)”. 

O bispo Hermes também cita o exemplo de Raabe:

“Sem contar que Raabe, a prostituta que deu guarida aos espias de Josué, consta da genealogia de Jesus”.

Para o bispo Hermes, o fato de Raabe ter ajudado o povo de Deus e crido no Evangelho significa que cristãos devem defender que o estado dê privilégios para prostitutas. Com base na linha de raciocínio do bispo Hermes, deveríamos concluir que assassinos devem ser privilegiados pelo estado porque Paulo perseguiu a Igreja e se tornou o maior dos apóstolos e Davi foi o maior rei de Israel. O bispo Hermes C. Fernandes saiu do neo-pentecostalismo. Mas, pelo que parece, o neo-pentecostalismo não saiu dele. Ele continua demonstrando a mesma habilidade de interpretação bíblica que encontramos em um típico bispo neo-pentecostal.

Hermes C. Fernandes tem a necessidade compulsiva de chamar de “hipócrita” todo aquele que não concorda com seu comportamento iníquo. Sua tática não é nova. Ele só está dando continuidade ao clichê dos escribas e fariseus. Nos Evangelhos aprendemos que os escribas e fariseus eram publicamente reconhecidos como os grandes mestres da Lei, mas, ao mesmo tempo, estavam sempre tentando provar que Jesus Cristo transgredia a Lei por meio de perguntas capciosas e “subversivas”. A verdade é que Jesus era o verdadeiro defensor e praticante da Lei de Deus, à semelhança dos antigos profetas (cf. Dt 4.26; Sl 1.2, 37.31, 119.1,85; Pv 28.4,9; Is 1.3-18, 5.24-25, 8.20, 30.9, 42.24; Os 4.6). Já os fariseus, assim como os inimigos dos antigos profetas, tratavam a Lei do Antigo Testamento como irrelevante e insignificante e, portanto, substituíam a Lei do Senhor pela própria tradição. Em vez de refletir e meditar na Lei de Deus pra compreender e extrair as reais implicações do que ela diz, os escribas e fariseus estavam continuamente buscando meios de anular a obrigação de cumpri-la. Eram reconhecidos como os grandes mestres da Lei em Israel. Na realidade eram os grandes transgressores:

“Então chegaram a Jesus uns fariseus e escribas vindos de Jerusalém, e lhe perguntaram: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos, quando comem. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? Pois Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e, Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá. Mas vós dizeis: Qualquer que disser a seu pai ou a sua mãe: O que poderias aproveitar de mim é oferta ao Senhor; esse de modo algum terá de honrar a seu pai. E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus. Hipócritas! bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem”. (Mateus 15.1-9)

A Lei de Deus manda que o homem honre seu pai e sua mãe. A honra em questão envolvia a necessidade de sustentar os pais nos momentos de dificuldade financeira, especialmente na velhice. Mas os escribas e fariseus negligenciavam isso em nome de uma “causa santa”. Aquilo que seria usado pra sustentar seus pais era ofertado a Deus. Por ser uma oferta a Deus, acreditavam que estavam fazendo algo sublime. Mas Jesus não mediu palavras “Hipócritas!”. Obedecer a Deus significa fazer o que sua Lei manda e não inventar votos e ofertas por tradições que nos impedem de cumprir o que sua Lei manda. O que os escribas e fariseus mais queriam era uma demonstração pública do quanto eram piedosos e espirituais. O que eles queriam era a glória humana. O que eles não queriam era obedecer a Deus. Para disfarçar a iniquidade, estavam sempre falando na “Lei”.

O que o bispo Hermes C. Fernandes faz é simplesmente repetir o mesmo clichê com uma nova roupagem. Em vez de se colocar como o grande defensor da Lei, ele se coloca como o grande defensor do “amor” e da “graça”. Em nome do “amor” e da “graça”, o bispo Hermes chama de hipócrita quem não acredita que o estado recompensar prostitutas com dinheiro público. Ai de quem não concorda! Como faziam os escribas e fariseus, ele também tem uma batalhão de perguntas “subversivas” para fazer. O bispo Hermes C. Fernandes fala muito em “amor” e em “graça”. Mas, assim como os escribas e fariseus não faziam ideia do que a Lei de Deus realmente existia, apesar da palavra estar sempre em suas bocas, o bispo Hermes C. Fernandes está completamente cego sobre o que “amor” e “graça” significam. O “amor” que ele diz defender é na verdade a “tradição” do culto pós-moderno da promiscuidade. Para entender o verdadeiro sentido do amor, precisamos considerar o que Jesus ensinou sobre a relação entre a Lei e o amor:

“Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.(Mateus 22.36-40)

Muitos acreditam que estes dois mandamentos foram inaugurados por Jesus. Isso não é verdade. Jesus foi interrogado sobre o grande mandamento na Lei. E ele respondeu citando a Lei: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te”. (Dt 6.4-7) “Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa dele. Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. (Lv 19.17-18) Jesus ensinou que toda a Lei e os Profetas são logicamente dependentes destes dois mandamentos. Isso significa que nenhum mandamento da Lei pode jamais ser entendido como contrário ao amor. Isso significa que todos os mandamentos da Lei precisam ser entendidos como aplicações do amor.

Diferentes pessoas definem o amor de diferentes maneiras. O que a Lei nos dá é a definição Divina do amor. A definição do amor não é estabelecida pelo homem. O amor não é qualquer sentimentalismo humano baseado em nossa preferência pessoal. O verdadeiro amor é definido unicamente pela Lei de Deus:

“A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a Lei. Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De modo que o cumprimento da Lei é o amor”. (Rm 13.8-10)

Aqui o Apóstolo Paulo nos dá uma pista importância para compreender a estrutura da Lei. Jesus ensinou que “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19.17-18) é o segundo mais importante mandamento e que os demais mandamentos que regem as relações humanas precisam ser entendidos como logicamente dependentes deste. Em Romanos 13, o Apóstolo Paulo aplicou este principio para explicar a proibição do adultério, do assassinato, do roubo e da cobiça. O mandamento de amar o próximo é uma exigência ampla. E as proibições de adulterar, assassinar, roubar e cobiçar definem o que o amor ao próximo significa. Se amamos então não assassinamos, não roubamos, não adulteramos nem cobiçamos o que é seu. Não inclui somente estas coisas, é claro. Há outros mandamentos que falam sobre o amor ao próximo. A questão é que o significado do amor ao próximo é definido pela totalidade dos mandamentos que tratam do relacionamento interpessoal. Para entender o que o amor ao próximo significa, precisamos meditar sobre a natureza de cada mandamento a luz deste mandamento maior. Isso não é verdadeiro somente para o mandamento de amar o próximo, mas também compreender o que significa amar a Deus.

A importância disso não pode ser subestimada. A objetividade da Lei de Deus é a única coisa que pode impedir que o homem seja entregue ao engano da subjetividade, ao sentimentalismo de seu próprio coração e ao espírito de seu próprio tempo. Um casal homossexual, por exemplo, poderá argumentar que eles têm o direito se casar porque se amam. Um adúltero poderá argumentar que ele trai sua esposa porque ama sua amante. Sem a objetividade da Lei de Deus, qualquer um define amor como bem entende. É exatamente isso que o bispo Hermes C. Fernandes faz. A definição que ele dá de amor, é uma mistura do que ele encontra na Bíblia com o que é socialmente aceito por libertinos no século XXI. Ele define amor arbitrariamente e chama todo mundo que não concorda de hipócrita. Os escribas e fariseus faziam algo parecido. Eles distorciam o amor porque eles negligenciavam a Lei de Deus. Da mesma forma, o bispo Hermes C. Fernandes negligencia a Lei do Senhor e cria, da sua própria cabeça, sua própria definição de “amor” com base na forte influência que mundo moderno exerce sobre seu pensamento.

É importante notar que Paulo abordou a questão do amor especificamente no capítulo 13 da epístola aos Romanos. Alguns versos antes, ele falou sobre o papel do estado:

“Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal“. (Romanos 13.1-4)

O Apóstolo Pedro ensinou o mesmo:

“Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; Quer aos governadores, como por Ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem“. (I Pedro 2.13-14)

No mesmo capítulo em que o Apóstolo Paulo define o amor, ele explica que o estado é “é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal”. Vamos deixar isso bem claro: o estado é ministro de Deus. Da mesma forma, o Apóstolo Pedro escreveu que o estado foi instituído por Deus “para castigo dos malfeitores, e louvor dos que fazem o bem”. “Amor” para o apóstolo Paulo, não é qualquer sentimentalismo farisaico, como vemos o bispo Hermes C. Fernandes defendendo. Amar é cumprir a Lei de Deus. Sendo assim, quem deve ser louvado são os que fazem o bem e não quem faz o mal. Quem faz o mal deve ser castigado. O que o estado deve fazer é louvar mulheres honradas e virtuosas (Pv 31). O que o estado não deve fazer é honrar destruidoras de famílias. O que o estado deve fazer é defender o casamento. O que o estado não deve fazer é defender a promiscuidade de quem destrói o “leito puro e imaculado”. (Hb 13.4)

No mesmo capítulo, o Apóstolo explicou o objetivo dos impostos:

Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”. (Romanos 13.6-7)

O propósito dos impostos é permitir que o estado cumpra sua função – “castigar o que faz o mal” e “louvar os que fazem o bem”. O propósito não é, como o Hermes quer, financiar a aposentadoria de mulheres devassas. Se há alguma coisa nisso tudo que precisa ser pago com impostos é o direito de mulheres honestas irem ao tribunal exigir castigo contra prostitutas por dano contra seus casamentos.

Aos Tessalonicenses, o Apóstolo Paulo ensinou que quem vive desordenadamente e se recusa a trabalhar honestamente, como é o caso das prostitutas, não deve receber ajuda financeira de ninguém, ainda que estejam passando fome:

“Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós, nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós. Não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes. Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto, que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também. Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão”. (II Tessalonicenses 3.7-12)

As palavras do Apóstolo são claras: “se alguém não quiser trabalhar, não coma também“. Se prostituir não é trabalhar. Se prostituir é andar “desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs“. O bispo tenta justificar as prostitutas dizendo que elas podem estar nessa vida por dificuldades financeiras:

“Muitas dessas prostitutas são sazonais, isto é, prostituem-se por uma época para financiar os estudos ou a aquisição de algum bem. A maioria delas jamais teria entrado nesta vida se tivesse alternativa”.

Vamos substituir a palavra “prostituir” por “roubar” ou “matar”. Não é verdade que muitos matam e roubam para “financiar os estudos” ou “adquirir um bem”? Alias, os publicanos, “privilegiados” por Jesus, não roubavam para comprar muitos bens? Por que somente a prostituição deve ser privilegiado? Que o bispo Hermes se arrependa de sua estupidez e ouça Palavra de Deus:

“Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo”. (Provérbios 19.1)

“Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o de caminhos perversos ainda que seja rico”.(Provérbios 28.6)

“Melhor é o pouco com justiça, do que a abundância de bens com injustiça”. (Provérbios 16.8)

“Melhor é o pouco com o temor do SENHOR, do que um grande tesouro onde há inquietação”. (Provérbios 15.16)

“Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios”. (Salmo 37.16)

Ele diz ainda:

“De que lado da trincheira nos colocamos? Do lado dos moralistas hipócritas, que enviam seus filhos para serem iniciados por elas? Ou ao lado de quem luta por seus direitos, mesmo não concordando com seu estilo de vida tão danoso à saúde humana?”

Só há duas alternativas: ou você luta para o estado conceder privilégios a prostitutas, ou você manda seus filhos para serem iniciadas por elas. Este sofista faz de conta que a terceira alternativa não existe: obedecer a Palavra de Deus. Novamente, vamos substituir “prostituição” por “roubo”. Viver de roubos trás riscos? Ser ladrão é um estilo de vida danoso à saúde humana? Sem dúvidas. O ladrão está sempre sob o risco de apanhar ou tomar tiros, tanto da polícia quanto das vítimas. Isso significa que se não lutamos pelo direito de serem ladrões, estamos do lado dos “moralistas hipócritas”? Ser prostituta trás sérios riscos. Mas, não há qualquer problema com isso. Aqueles que escolhem uma vida de iniquidade devem estar prontos para arcar com as consequências de sua decisão. Da mesma forma que seria ridículo um ladrão profissional exigir a proteção do estado para exercer sua profissão com maior tranquilidade, é ridículo que uma prostituta faça o mesmo. Qual é mais importante? Um bem ou a família? Sem dúvidas, a família. Por que, então, aqueles que roubam um bem não devem ter proteção do estado, mas aquelas que roubam a honra da família, as prostitutas, devem ser protegidas? O bispo Hermes C. Fernandes abandonou a Palavra de Deus para se tornar um defensor da iniquidade. Ele fecha o artigo se fazendo de vítima, como o bom sofista que é:

“Não sei quantas pedradas este artigo poderá me render. Mas sinto-me à vontade ao colocar-me ao lado dos proscritos, e não dos poderosos, dos pecadores, e não dos sãos. Antes de lançar a primeira pedra, pense bem”.

Por que ele menciona “pedradas”? Para chamar seus oponentes de fariseus e se colocar como Cristo. Quem não concorda com ele é um fariseu e quem concorda é como Cristo. Realmente lamentável. Se rebaixou a um nível de hipocrisia que jamais esperaria dele.

Que Deus o conduza ao arrependimento antes que seja tarde.

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