aparecidaA GUERRA DE ROMA CONTRA A BEM-AVENTURADA MÃE DO SENHOR

Por Frank Brito

“Porventura não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém? Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira”. (Jeremias 7.17-18)

“Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a Lei porque ele é o mensageiro do SENHOR dos Exércitos”. (Malaquias 2.7)

Hoje, dia 12 de Outubro, comemora-se o dia de “Nossa Senhora Aparecida”, a “padroeira” do Brasil. É um feriado nacional desde que o papa João Paulo II consagrou a Basílica em 1980 – o quarto santuário mariano mais visitado do mundo, capaz de abrigar até 45.000 fiéis. As comemorações são as mesmas de sempre: procissões, festas, shows, missas e novenas intermináveis. Mas, apesar de ser um feriado oficialmente em homenagem a Maria, a bem-aventurada mãe do Senhor, a verdade é que a celebração, além de ser abominável aos olhos de Deus e de Seu Filho Jesus Cristo, seria igualmente rejeitada por Maria caso qualquer coisa parecida existisse enquanto ela estivesse viva.

Um dos maiores eruditos na história do catolicismo romano foi S. Afonso Maria de Ligório. Foi canonizado em 1831 pelo Papa Gregório XVI e declarado Doutor da Igreja em 1871 pelo Papa Pio IX. Uma de suas obras mais importantes foi “Glórias de Maria”. Neste obra encontramos uma exposição sistemática do que a devoção mariana representa no catolicismo romano e pode servir de base para compreendermos porque um feriado como o do dia de hoje é tão abominável aos olhos de Deus:

“Quando a Santíssima Virgem concebeu o Divino Verbo e deu à luz, obteve metade do reino de Deus, tornou-se a Rainha da Misericórdia e Jesus ficou sendo o Rei da justiça. O Eterno Pai deu ao Filho o ofício de julgar e punir, e a Mãe o ofício de socorrer e aliviar os miseráveis […] Cristo, como juiz tem o ofício de punir; a Virgem, como padroeira tão somente tem o de compadecer-se. Quer isso dizer que achamos a salvação mais depressa junto à Mãe que junto ao Filho. Não porque Maria tenha mais poder que Jesus Cristo, nosso único Salvador, o qual com seus méritos nos obteve e ainda obtém a salvação. O motivo, ao contrário,é que em Jesus, vemos também nosso Juiz cujo ofício é castigar os ingratos. Ao recorrermos a Ele, certamente nos pode faltar a confiança. Indo a Maria, cujo ofício outro não é que o de compadecer-se de nós como Mãe da Misericórdia e de proteger-nos como nossa advogada, parece que nossa confiança se torna maior e mais segura […] Como em Jesus Cristo reconhecem e temem os homens a majestade divina, aprouve a Deus dar-nos outra advogada a quem recorrer com maior confiança e menor receio. E temo-la em Maria, fora de quem não acharemos outra nem mais poderosa para a Divina Majestade, nem mais misericordiosa para conosco”.

Estas não são as palavras de um simples católico romano mal instruído. São as palavras de alguém que foi, não somente canonizado, mas oficialmente reconhecido como um dos “Doutores da Igreja”. A obra pode ser lida em espanhol aqui. Suas palavras revelam, sem sombras de dúvidas, que, além de ter sido um idólatra e blasfemo obstinado, S. Afonso Maria de Ligório era um homem completamente ignorante acerca dos princípios mais básicos do Evangelho de Jesus Cristo. Qualquer indivíduo que tenha qualquer compreensão dos princípios elementares do Cristianismo não poderá concluir outra coisa se não que S. Afonso Maria de Ligório foi um inimigo da cruz de Cristo junto com a instituição que ele representou.

“Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus“. (II Coríntios 5.21)

“Ora, eu vos lembro, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais, pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras”. (I Coríntios 15.1-3)

“Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele“. (Efésios 3.11-12)

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo“. (I João 2.1)

“Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno“. (Hebreus 4.14-16)

Deus é absolutamente santo e não pode tolerar qualquer vestígio de pecado. Jesus Cristo apanhou, foi humilhado publicamente e morreu para que nós, mesmo sendo pecadores, pudéssemos ter acesso a Deus. Nada nas páginas do Novo Testamento é tão enfatizado quanto isso. Apesar de nossos terríveis pecados, podemos nos achegar a Deus confiadamente, por conta do que Jesus fez por nós.

Qual é a resposta do catolicismo romano a isso?

Que Jesus Cristo é severo demais e, por sua severidade, Deus teve que dividir Seu Reino com Maria, para que, por meio de Maria, os homens tenham fé e confiança na misericórdia de Deus, algo que em Jesus Cristo somente não conseguem encontrar.  Apesar do Pai ter enviado Seu Filho para salvar todo aquele que n’Ele crê, não temos muita confiança nisso e, por sermos incrédulos quanto a misericórdia e compaixão do Filho de Deus, devemos buscar a misericórdia e compaixão de Maria.

De que maneira um verdadeiro cristão pode classificar tal mentalidade se não como idolatria e blasfêmia contra o céu, um falso evangelho que ridiculariza a misericórdia de Cristo?

“Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho, o qual não é outro; senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema“.(Gálatas 1.6-9)

O Reformador Protestante João Calvino comentou com muita razão:

“Certamente, quando o engenho do homem busca socorros que não estão conformes com a Palavra de Deus, revela bem claramente sua desconfiança. E se é chamado como testemunha a consciência daqueles que se apoiam na intercessão dos santos, veremos que isso vem unicamente de que estão perplexos, como se Cristo lhes fosse faltar ou fosse muito severo. Como semelhante perplexidade, desonram a Cristo e o despojam do título de único Mediador: honra que, por ter-lhe sido dada como prerrogativa, não se deve atribuir a ninguém mais além d’Ele. Obscurecem assim a glória de Seu nascimento, anulam Sua cruz e o privam enfim da honra de tudo o que fez e padeceu”. (João Calvino, Institutas da Religião Cristã, 3:20:21)

A abominação é visível por todo o Brasil para qualquer um ver:

Sacerdotes católicos romanos, enquanto apologistas da idolatria, são falsos profetas e mestres da iniquidade. Chamam Maria de mãe, mas são os maiores culpados por profanar a memória de quem ela verdadeiramente foi. A verdadeira Maria, a mãe do Senhor, foi uma santa mulher e, consequentemente, buscava viver em obediência à Lei de Deus:

“Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus“. (Levítico 26.1)

“Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o SENHOR, em Horebe, falou convosco do meio do fogo; Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher; Figura de algum animal que haja na terra; figura de alguma ave alada que voa pelos céus; Figura de algum animal que se arrasta sobre a terra; figura de algum peixe que esteja nas águas debaixo da terra; Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus“. (Deuteronômio 4.15-19)

“Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens“. (Atos 17.29)

Se Deus declarou que seria uma abominação adorar a Ele mesmo por meio de imagens, vamos agora acreditar que Maria estaria satisfeita com católicos romanos prestando culto a ela desta maneira? Somente se formos tomados por profunda cegueira. A verdadeira Maria, a mãe do Senhor, era uma uma santa mulher e, consequentemente, responderia da mesma forma que Pedro respondeu a Cornélio e o anjo respondeu a João, caso ela recebesse o tipo de honra que católicos romanos dão hoje:

“E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou. Mas Pedro o levantou, dizendo: Levanta-te, que eu também sou homem“. (Atos 10.25-26)

“E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus. E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia“. (Apocalipse 19.9-10)

“E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus“. (Apocalipse 22.9)

Apesar de tantos avisos e ordens bíblicas, muitos católicos romanos se justificam dizendo que já receberam milagres por meio de “Nossa Senhora”:

Para cristãos que se preocupam em obedecer a Palavra de Deus, como foi o caso de Maria, isso não é motivo de surpresa. O mesmo argumento foi usado contra Jeremias:

“Quanto à palavra que nos anunciaste em nome do SENHOR, não obedeceremos a ti; Mas certamente cumpriremos toda a palavra que saiu da nossa boca, queimando incenso à rainha dos céus, e oferecendo-lhe libações, como nós e nossos pais, nossos reis e nossos príncipes, temos feito, nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém; e então tínhamos fartura de pão, e andávamos alegres, e não víamos mal algum. Mas desde que cessamos de queimar incenso à rainha dos céus, e de lhe oferecer libações, tivemos falta de tudo, e fomos consumidos pela espada e pela fome“. (Jeremias 44.16-19)

Aqueles que não querem obedecer a Palavra do Senhor se preocupam mais com a própria barriga, isto é, com os benefícios físicos e materiais, do que com o pão do céu – a Palavra de Deus. “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”. (Fp 3.18-19) “Sinais” e “milagres” que satisfazem o corpo, o bolso e o ventre não significam absolutamente nada quando divorciados da Palavra de Deus. Falsos profetas operam “milagres” também:

“Quando Faraó vos falar, dizendo: Fazei vós um milagre, dirás a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó; e se tornará em serpente. Então Moisés e Arão foram a Faraó, e fizeram assim como o SENHOR ordenara; e lançou Arão a sua vara diante de Faraó, e diante dos seus servos, e tornou-se em serpente. E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a vara de Arão tragou as varas deles”. (Êxodo 7.9-12)

“E Moisés e Arão fizeram assim como o SENHOR tinha mandado; e Arão levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus servos; e todas as águas do rio se tornaram em sangue, E os peixes, que estavam no rio, morreram, e o rio cheirou mal, e os egípcios não podiam beber a água do rio; e houve sangue por toda a terra do Egito. Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com os seus encantamentos; de modo que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o SENHOR tinha dito”. (Êxodo 7.20-22)

“Surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. (Mateus 24.24)

A Bíblia ensina que há um só Deus – o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Não podemos cultuar ou buscar salvação em nenhum outro. O que passar disso é idolatria. Que Deus levante políticos corajosos e piedosos em nossa nação para abolir esse feriado profano.

“Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR”. (Salmo 144.15)

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