eduardo paes e aline barros

AS ELEIÇÕES E O ESFRIAMENTO DO AMOR
Por Frank Brito

“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. (Mateus 24:11-13)

Falsos profetas se apresentam como enviados por Deus. São mentirosos. Quando as pessoas depositam confiança nas palavras de um falso profeta, elas frequentemente acreditam estar depositando confiança nas palavras do próprio Deus. Mas são enganadas. E, sendo enganadas, se tornam frias, indiferentes, amargas. Jesus explicou que este esfriamento do amor seria uma consequência da multiplicação da iniquidade difundida pelos falsos profetas. A primeira vez que Jesus falou sobre iniquidade no Evangelho de Mateus foi no Sermão do Monte:

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade“. (Mateus 7.15-23)

Jesus encerrou o sermão avisando o que diferencia os que verdadeiramente servem a Deus dos que somente chamam pelo seu nome, mas na realidade são iníquos: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus… Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. (Mt 7.21-23) No grego bíblico, a palavra lei é νόμος – nomos. Já palavra iniquo é ἄνομος – anomos – e iniquidade é ἀνομία – anomia. Iniquidade significa literalmente “sem lei” ou “contra a lei”. Isso está diretamente ligado ao que Jesus disse na abertura do mesmo sermão:

“Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. Não penseis que vim destruir a Lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”. (Mateus 5.13-20)

Diferentes pessoas definem o bem e o mal de diferentes maneiras. Mas isso é somente consequência da ruína de Adão. A essência de todo e qualquer pecado consiste na ideia de que o homem possa estabelecer as suas próprias palavras, o próprio julgamento, a própria opinião, no lugar da Palavra de Deus. Em resposta a isso, Jesus avisou: “Não penseis que vim destruir a Lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido” (v. 19). Ele disse o mesmo em outra ocasião: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da Lei”. (Lc 16:17) O bem e o mal não podem ser definidos por homens porque o homem não é Deus. O bem e o mal são definidos pela Lei de Deus. Praticar iniquidade é transgredir a Lei. João Calvino comentou:

Ele declara que são mestres falsos e enganadores aqueles que não ensinam seus discípulos a obediência a Lei e que são indignos de ocupar um lugar na Igreja aqueles que de alguma maneira enfraquecem a autoridade da Lei; e, por outro lado, que são os mais honestos e fiéis ministros de Deus que, tanto em palavra quanto em exemplo, ensinam a guardar a Lei… Cristo declara que, quando Sua Igreja fosse renovada, nenhum mestre deveria ser aceito nela se não aqueles que são expositores fiéis da Lei e que trabalham para manter sua doutrina inteiramente“. (A Harmonia dos Evangelhos, Comentário de Mateus 5.17-19)

Sendo assim, devemos entender que a referência aos falsos profetas em Mateus 7 era primariamente uma referência aos escribas e fariseus. A essência do farisaísmo era a substituição da Lei de Deus por tradições humanas:

“Então chegaram a Jesus uns fariseus e escribas vindos de Jerusalém, e lhe perguntaram: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos, quando comem. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? Pois Deus ordenou: Honra a teu pai e a tua mãe; e, Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, certamente morrerá. Mas vós dizeis: Qualquer que disser a seu pai ou a sua mãe: O que poderias aproveitar de mim é oferta ao Senhor; esse de modo algum terá de honrar a seu pai. E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus. Hipócritas! bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem”. (Mateus 15.1-9)

Muitos acreditam que o problema dos escribas e fariseus é que eles se preocupavam demais com a Lei e que Jesus não estava preocupado com a Lei, mas somente com o amor, a justiça e a misericórdia. Se isso fosse verdade, por que então Jesus Cristo criticou os fariseus por fazerem poucos caso da Lei e por substituí-la por tradições humanas? Sem dúvidas, Jesus defendia o amor, a justiça e a misericórdia. Mas estas coisas não são distintas da Lei de Deus, mas são parte de seus mandamentos:

Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças”. (Deuteronômio 6.5)

Não odiarás a teu irmão no teu coração… Não te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR”. (Levítico 19.17-18)

“Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa. Por isso amareis o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito”. (Deuteronômio 10.17-19)

“Se encontrares o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado, sem falta lho reconduzirás. Se vires o jumento, daquele que te odeia, caído debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo? Certamente o ajudarás a levantá-lo”. (Êxodo 23.4-5)

“Quando cair o teu inimigo, não te alegres, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar”. (Provérbios 24.17)

“Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber”. (Provérbios 25.21)

“Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.(Mateus 22.36-40)

Muitos acreditam que estes dois mandamentos foram inaugurados por Jesus. Mas isso não é verdade. Jesus foi interrogado sobre o grande mandamento na Lei. E ele respondeu citanda a Lei. Jesus ensinou que toda a Lei e os Profetas são logicamente dependentes destes dois mandamentos. Isso significa que nenhum mandamento da Lei pode jamais ser entendido como contrário ao amor. Isso significa que todos os mandamentos da Lei precisam ser entendidos como aplicações do amor.

Diferentes pessoas definem o amor de diferentes maneiras. O que a Lei nos dá é a definição Divina do amor. Mas a definição do amor não é estabelecida pelo homem. O amor não é qualquer sentimentalismo humano baseado em sua mera preferência pessoal. O verdadeiro amor é definido pela Lei de Deus:

“A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a Lei. Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da Lei”. (Rm 13.8-10)

Aqui o Apóstolo Paulo nos dá uma pista importante para compreender a estrutura da Lei. Jesus ensinou que “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19.17-18) é o segundo mais importante mandamentos e que os demais mandamentos que regem as relações humanas precisam ser entendidos como logicamente dependentes deste. O que o Apóstolo faz aqui é a aplicação deste principio para explicar a proibição do adultério, do assassinato, do roubo e da cobiça. O mandamento de amar o próximo é uma exigência ampla. E as proibições de adulterar, assassinar, roubar e cobiçar definem o que o amor ao próximo significa. Se amamos então não assassinamos, não roubamos, não adulteramos nem cobiçamos o que é do próximo. Não inclui somente estas coisas, é claro. Há outros mandamentos que definem a relação interpessoal que poderíamos citar como derivados destes. Mas o ponto é que o significado do amor ao próximo é definido pela totalidade dos mandamentos que tratam do relacionamento interpessoal. Pra entender o que o amor ao próximo significa, precisamos meditar sobre a natureza de cada mandamento à luz do maior. Isso não é verdadeiro somente para o mandamento de amar o próximo, mas também para o significado de amar a Deus. João ensinou o mesmo: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos”. (I Jo 5.3) “E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este é o mandamento, como já desde o princípio ouvistes, que andeis nele”. (II Jo 1.6)

Jesus defendia o amor, a justiça e a misericórdia porque Ele defendia a Lei de Deus; os escribas e fariseus eram contrários a essas coisas porque eles substituiam a Lei de Deus por tradições humanas. Isso aconteceu para que se cumprisse o Provérbio: “Os que deixam a Lei louvam o ímpio; porém os que guardam a Lei contendem com eles. Os homens maus não entendem o juízo, mas os que buscam ao SENHOR entendem tudo”. (Provérbios 28.4-5) Foi por causa disso que no Sermão da Montanha Jesus avisou: “se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus”. (Mt 5.20) Se compreendermos isso, seremos capazes de entender melhor o que Jesus falou sobre o esfriamento do amor:

“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. (Mateus 24:11-13)

Iniquidade significa literalmente “sem lei” ou “contra a Lei”. Os falsos profetas são os sucessores dos escribas e fariseus e, portanto, ensinam os homens a transgredirem a Lei de Deus. E como o amor é o fundamento da Lei, a multiplicação da iniquidade significa o esfriamento do amor. Não há amor sem a Lei. Abolir a Lei é abolir o amor porque o amor é o cumprimento da Lei. O verso seguinte descreve a maneira que o povo de Deus responderia a iniquidade no decorrer da história: “E este Evangelho do Reino será pregado”. (Mt 24.14) O Apóstolo Paulo explicou que pregar o Evangelho inclui pregar a Lei de Deus:

“Sabemos, porém, que a Lei é boa, se alguém dela usa legitimamente; Sabendo isto, que a Lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, Para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina, conforme o evangelho da glória de Deus bem-aventurado, que me foi confiado“. (I Timóteo 1:8-11)

Aqui o Apóstolo Paulo ensinou que pregar o Evangelho inclui pregar o que a Lei de Deus ensina sobre ímpios, pecadores, profanos, irreligiosos, parricidas (quem mata o pai), matricidas (quem mata a mãe), homicidas, devassos, homossexuais, sequestradores, mentirosos, perjuros e hereges. O livro de Isaías narra as consequências desastrosas de uma nação que transgride a Lei de Deus nesses pontos:

“O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, descendência de malfeitores, filhos corruptores; deixaram ao SENHOR, blasfemaram o Santo de Israel, voltaram para trás… Ouvi a palavra do SENHOR, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à Lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra… A tua prata tornou-se em escórias, o teu vinho se misturou com água. Os teus príncipes são rebeldes, e companheiros de ladrões; cada um deles ama as peitas, e anda atrás das recompensas; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa da viúva”. (Isaías 1.3-4,10,21-23)

A consequência é que a nação se torna como Sodoma e Gomorra. Tiranos assumem o poder e os oprimidos são incapazes de receberam justiça nos tribunais. Tribunais assim, são tribunais sem amor. A justiça da Lei do amor é substituída por leis iníquas que favorecem o roubo, os subornos e as peitas. “Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que prescrevem opressão”. (Is 10.1) “Porventura o trono de iniqüidade te acompanha, o qual forja o mal por uma lei? Eles se ajuntam contra a alma do justo, e condenam o sangue inocente”. (Sl 94.20-21) João Calvino comentou:

“Esta consideração deve exercitar continuamente aos próprios magistrados; uma vez que pode servir-lhes de forte estímulo, pelo qual sejam animados para sua atividade e trazer-lhes singular consolação, pela qual sejam aliviadas as dificuldades de seu ofício; as quais certamente são muitas e pesadas. Pois, quão grande zelo de integridade, de prudência, de mansuetude, de domínio próprio, de inocência devem aplicar a si próprios aqueles que forem constituídos ministros da divina justiça? Com que ousadia haverão de admitir a iniquidade diante de seu tribunal, do qual aprendem ser o trono do Deus vivo? Com que audácia haverão de pronunciar uma sentença injusta com essa boca que entendem ser um instrumento destinado à divina verdade? Com que consciência haverão de assinar ímpios decretos com essa mão que sabem ser ordenada para registrarem-se os atos de Deus? Em suma, caso se lembrassem de que são vigários de Deus, impõe-se que vigiem com todo cuidado, zelo, diligência, para que representem em si, aos homens, uma como que imagem da divina providência, proteção, bondade, benevolência e justiça.

E devem ter isto perpetuamente diante de si: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente; e maldito aquele que retém sua espada do sangue” [Jr 48.10]. Muito mais gravemente malditos aqueles que, em uma vocação justa, se conduzem fraudulentamente. Assim sendo, como quisessem Moisés e Josafá exortar a seus juízes para, com seu ofício, nada mais eficaz tiveram com que incitar seu ânimo do que o que referimos antes: “Ouvi a causa entre vossos irmãos, e julgai justamente entre o homem e seu irmão, e entre o estrangeiro que está com ele” [Dt 1.16]. “Vede o que fazeis; porque não julgais da parte do homem, mas da parte do Senhor, e ele está convosco quando julgardes. Agora, pois, seja o temor do Senhor convosco; guardai-o, e fazei-o; porque não há no Senhor nosso Deus iniquidade nem acepção de pessoas, nem aceitação de suborno” [2Cr 6, 7]. E noutro lugar se diz que “Deus está na congregação dos poderosos; julga no meio dos deuses” [Sl 82.1], para que sejam animados ao dever, enquanto ouvem que são legados de Deus, a quem importa um dia prestar contas do cargo administrado. E entre eles, merecidamente, deve valer muito esta exortação, pois, se cometem alguma falta, não só estão lesando aos homens, a quem celeradamente molestam, mas também estão sendo injustos para com o próprio Deus, cujos sacrossantos juízos poluem [Is 3.14, 15]. Por outro lado, têm também donde claramente se consolem, enquanto refletem consigo que não estão engajados em ocupações profanas, nem alheias a um servo de Deus; pelo contrário, em um ofício santíssimo, visto que, de fato, a desempenham por delegação de Deus“. (João Calvino, Institutas da Religião Cristã, 4:20:7)

João Calvino foi um verdadeiro profeta de Deus. É por isso que quando pesquisamos sobre sua carreira ministerial, o que encontramos é um homem preocupado em ensinar tanto ao povo quanto aos governantes sobre as exigências da Lei de Deus. Jesus avisou que os falsos profetas fariam o contrário. Os falsos profetas fariam com que se multiplicasse da iniquidade (transgressão da Lei). Jeremias falou sobre como isso acontecia em sua próprio época:

“Porque desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até ao sacerdote, cada um usa de falsidade. E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Porventura envergonham-se de cometer abominação? Pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se; portanto cairão entre os que caem; no tempo em que eu os visitar, tropeçarão, diz o SENHOR“. (Jeremias 6.13-15)

O mesmo tem acontecido em nossa própria época. Um dos candidatos a prefeito nas eleições do Rio de Janeiro é o atual prefeito Eduardo Paes. Eu não moro na capital do Rio de Janeiro e não sei muita coisa sobre seu governo. Mas o que eu sei sobre ele é suficiente para saber que ele é um tirano, blasfemo, pagão, idólatra, profano, irreligioso e defensor da causa dos sodomitas. Uma de suas maiores iniquidades foi o seu convênio com a Fundação Cacique Cobra Coral, em nome do Rio de Janeiro:

“A Fundação Cacique Cobra Coral foi criada para intervir nos desequilíbrios provocados pelo homem na natureza. Fundada por Ângelo Scritori e tendo a frente sua filha Adelaide Scritori também médium que incorpora o espírito e mentor Cacique Cobra Coral que também já teria sido de Galileu Galilei e Abraham Lincoln. Ângelo Scritori, morreu aos 104 anos, no ano de 2002″.

Eduardo Paes, em nome do governo do Rio de Janeiro, contrata o trabalho de espíritos malignos para impedir a chuva e controlar a natureza. Não é piada. É simplesmente apostasia. Outra iniquidade do Eduardo Paes foi a sua luta incansável para fazer do Rio de Janeiro uma capital gay:

O que os verdadeiros profetas de Deus devem fazer diante de tanta iniquidade? Segundo Jesus e o Apóstolo Paulo, devem proclamar o Evangelho, o que inclui proclamar o que a Lei de Deus ensina sobre idolatria, mediunidade, sodomia e prostituição:

“Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos”. (Deuteronômio 18.10-11)

“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é”. (Levítico 18.22)

“Não haverá prostituta dentre as filhas de Israel; nem haverá sodomita dentre os filhos de Israel”. (Deuteronômio 23.17)

Diferente do que Jesus e Paulo mandaram fazer, o que celebridades e pop stars evangélicos como Aline Barros tem feito é avisar que devemos depositar nossa confiança e reconhecer a grandeza de um governo tirano, blasfemo, pagão, idólatra, profano, irreligioso e defensor da causa dos sodomitas:

A ADHONEP e outras celebridades evangélicas como Silas Malafaia tem feito o mesmo. O que os evangélicos do Rio de Janeiro tem que fazer é parar de ouvir homens e mulheres como Aline Barros e Silas Malafaia e passar a obedecer os escritos de homens como Isaías, Jeremias, o Apóstolo Paulo e Salomão:

Muitos se deixam acomodar pelos favores do príncipe, e cada um é amigo daquele que dá presentes”. (Provérbios 19.6)

“Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme”. (Provérbios 29.2)

“O príncipe falto de entendimento é também um grande opressor”. (Provérbios 28.16)

“Abominação é aos reis praticarem impiedade, porque com justiça é que se estabelece o trono”. (Provérbios 16:12)

Enquanto celebridades evangélicas se prostituem com os reis da terra e embriagam o povo (Ap 17.2) com falsas palavras em defesa de homens iníquos, Brasília trabalha para legalizar o direito da mãe “passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha”(Dt 18.10-11). A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Nacional do Ministério Público vem discutindo a reforma do Código Penal. Na proposta do novo Código Penal, o aborto continuará sendo crime, com possibilidade de prisão (Arts. 125, 126 e 127), mas o 128 ganhou uma exceção:

Art. 128. Não há crime de aborto:
I – se houver risco à vida ou à saúde da gestante;
II – se a gravidez resulta de violação da dignidade sexual, ou do emprego não
consentido de técnica de reprodução assistida;
III – se comprovada a anencefalia ou quando o feto padecer de graves e incuráveis anomalias que inviabilizem a vida extrauterina, em ambos os casos atestado por dois médicos; ou
IV – se por vontade da gestante, até a décima segunda semana da gestação, quando o médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições psicológicas de arcar com a maternidade.

Ao mesmo tempo, o Artigo 391 diz:

Praticar ato de abuso ou maus-tratos a animais domésticos, domesticados ou silvestres, nativos ou exóticos:
Pena – prisão, de um a quatro anos.
§ 1o Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2o A pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre lesão grave permanente ou mutilação do animal.
§ 3º A pena é aumentada de metade se ocorre morte do animal.

Resumo da ópera: o amor se esfriou e um animal vale mais do que um bebê. Essa é a consequência inevitável de toda nação que abandona a Lei do Senhor. Deus não deixa isso impune. O juízo certamente vem e começa pela casa de Deus. “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?” (I Pd 4.17) Enquanto celebridades evangélicas prostituem seus púlpitos com homens profanos, Deus progressivamente nos entrega nas mãos dos sodomitas, blasfemos, assassinos de crianças e odiadores de Deus. Não é o que pedimos quando damos nosso apoio ou quando aceitamos as coisas passivamente, sem levantar qualquer oposição?

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