ARTIGOS SOBRE O REINO DE DEUS

O Eterno e Soberano Reino de Deus

1. Afirmamos que o Deus Triúno tem reinado soberanamente como Rei do universo por todos os tempos, antes e depois da encarnação, e continuará a reinar eternamente.

Negamos que a inauguração no primeiro século do Reino de Jesus Cristo, o Deus-Homem, faz cessar o Reino providencial do Pai, Filho e Espírito Santo.

Ex 15:18; Sl 96:10, 99:1, 146:10; Pv 8:15, 9:6-7; Is 24:21,23, 40:12-17; Jo 19:11; At 4:27-28, 17:30; I Co 15:25; Col 1:16-19; Hb 1:13-14; Ap 1:5, 11:15,17-18, 15:3-4, 19:6, 22:3-5.

A Definição do Reino

2. Afirmamos que o termo Reino de Deus tem diversas aplicações e pode indicar (a) o domínio universal de Cristo sobre todas as coisas, remidos ou não; (b) o domínio salvífico especial de Cristo sobre seu povo: (c) a vida, sabedoria, santidade, poder e autoridade que Cristo concede ao seu povo; ou (d) a influencia permeadora da Palavra e do Espírito no mundo.

Negamos que (a) o termo Reino de Deus se refira exclusivamente ao domínio providencial do Deus Triúno e (b) que o domínio de Cristo esteja restrito a Igreja.

Gl 5:21-25; Ef 1:20-23, 2:4-9; Fp 2:9-11; I Jo 2:8,15-17, 3:8, 4:4, 5:4-5; Ap 1:5, 5:8-13,19:11-16,20-21, 22:3-5.

O Propósito do Homem e sua Queda

3. Afirmamos (a) que desde o principio o propósito de Deus era o de compartilhar seu domínio sobre a terra com o homem; (b) que Deus criou o homem a sua imagem e dotou o homem com as faculdades para dominar sobre a terra; (c) que Deus, no Mandato da Criação, comissionou o homem para dominar sobre a terra e concedeu a ele autoridade delegada pra cumprir esta comissão; e (d) que o homem foi projetado por Deus para ser o mais sublime ser criado do universo porque ele é a única criatura que carrega a imagem de Deus.

Negamos (a) que a queda do homem ao pecado erradica a imagem de Deus no homem; (b) que a queda elimina ou reduz a responsabilidade ou mandato do homem de exercer domínio sobre a terra; e (c) que toda humanidade, justos ou ímpios, jamais deixa de ter a responsabilidade de viver sob o domínio de Deus, em obediência e gratidão, reconhecendo ele como Senhor e Rei de todas as áreas da vida.

Gn 1:27-30; Dt 4:5-8; Sl 8:4-8; Rm 1:18-25, 2:6-12; Fp 2:9-11; Hb 1:13-14, 2:6-8; Ap 1:5.

A Inauguração do Reino de Deus

4. Afirmamos (a) que a fase neo-testamentária do Reino de Deus foi verdadeiramente inaugurada na história com a primeira vinda de Jesus a terra, e (b) o Reino de Deus agora opera em realidade e poder entre os homens na presente era.

Negamos que a Igreja precisa esperar a segunda vinda de Cristo para que o reino de Deus seja inaugurado na terra, na realidade espaço-temporal da terra e em poder.

Is 9:6-7, 52:13-15, 53:1-12; Jr 31:31-34; Dn 2:32-35,43-44; Mq 5:2; Zc 9:9; Mt 2:2-6, 3:1-3, 4:17,23, 6:9-10, 10:7, 12:28, 14:40-52, 16:18-19, 21:4-5, 22:42-45, 28:18; Mc 1:14-15; Lc 8:1, 23:3; Jo 18:36-37; Rm 16:20; Ef 1:19-23, 2:6; Hb 1:3, 8:10-13; Ap 1:5.

A Consumação do Reino

5. Afirmamos que o Reino de Deus crescerá até que seja consumado quando Jesus entrega-lo ao Pai e que, no tempo presente, o Reino já é presente, mas ainda não consumado.

Negamos que o Reino de Deus se consumará totalmente, compreensivamente ou perfeitamente na terra antes da volta de Jesus.

Is 2:2-4, 9:6-7; Dn 2:32-35; Mt 24:14, 25:31-34; Lc 22:29-30; 1 Co 2:9, 15:23-28,51-55; Rm 8:21-25.

O Reino de Deus

6. Afirmamos (a) que a Bíblia revela as intenções de Deus para o crescimento de Seu Reino em todas as nações da terra durante a presente era pela proclamação e obediente aplicação de sua vontade declarada na Escritura, e (b) que Sua intenção inclui a manifestação cada vez maior de seu domínio sobre indivíduos, associações voluntárias, famílias, a Igreja, o estado e todas as esferas da atividade humana, dentre as quais estão lei, governo, economia, negócios, ocupações, educação, esportes, medicina, ciência, tecnologia, arte e mídia.

Negamos que o domínio de Deus seja limitado à transformação somente da vida privada de indivíduos segundo sua vontade.

Is 2:2-4; Dn 2:32-35; Sl 2:1-10, 96:1,7,9-13; Jo 1:1-4; At 4:10-12, 17:30; Rm 1:19-20,
2:6-10; I Co 10:31; Fp 2:9-11; Cl 3:17,22-24.

A Restauração do Domínio do Homem Sobre a Terra

7. Afirmamos que Cristo somente, como representante humano e último Adão, por sua vida, morte, ressurreição e ascensão ao trono a direita do Pai, realizou a redenção, a derrota de Satanás, e o principio da restauração do domínio piedoso do homem sobre a terra como vice-regente de Deus.

Negamos que a restauração do domínio humano ordenado por Deus (a) existe fora âmbito da obra redentora de Cristo como mediador na cruz, ou (b) aguarda a presença física pelo retorno de Cristo para sua inauguração ou expansão.

Gn 1:26-28, 2:19-20, 3:15; Sl 2:6-8, 8:6, 72:1-2,8, 110:1-2, 132:11; Is 9:6-7, 11:1, 16:5, 42:1,
45:23; Jr 23:5, 27:5-6, 33:14-17; Dn 7:13-14,18,22,27; Zc 9:9-10; Mt 16:18-19, 28:18-20; Lc 1:31-33, 9:1-2, 10:18-19; Jo 5:27, 12:31; At 1:6-8, 2:32-35, 4:25-26, 5:31, 7:55-56; Rm 5:14-15,17, 6:9-11, 8:16-22, 16:20; 1 Co 15:20-28; Gl 4:4-7; Ef 1:17-23, 2:5-6; Fp 2:9-11; Cl 1:13-20; Hb 1:2-4,8,13, 2:5-9,14, 10:12-13; 1 Pe 3:22, 4:11; Jd 1:25; Ap 1:5-6, 5:9-10, 11:15, 12:5, 19:15-16, 20:6.

A Derrota de Satanás e o Governo de Cristo

8. Afirmamos que Jesus Cristo governa soberanamente sobre os reis da terra não somente como Deus eterno, mas também como único mediador entre Deus e os homens e que ele legalmente derrotou Satanás de jure por sua vitoriosa vida, morte, ressurreição e ascensão.

Negamos que Satanás seja o governador deste mundo em qualquer sentido que mine o reconhecimento do legítimo governo de Cristo sobre a terra na presente era.

Sl 2:1-6, 110:1-2; Mt 4:10, 10:1, 12:24-29, 16:18-19; Lc 10:17-19; Jo 12:31, 14:30, 16:11; At 2:34, 4:25-26, 13:9-11; Rm 16:20; 1 Co 15:24-26; 2 Co 10:3-5; Ef 6:11-13; Fp 2:9-11; Cl 1:13; Hb 1:13; 1 Jo 4:4, 5:4-5; Ap 19:15,19-21, 20:1-3,10.

Toda Autoridade Dada a Cristo

9. Afirmamos (a) que Jesus, o Filho de Davi e Filho de Deus, recebeu toda autoridade no céu e na terra de Deus o Pai; (b) que depois de Sua ascensão Ele assentou-se no trono a direita de Deus; (c) que desta posição de absoluta autoridade no universo Ele está trazendo todas as coisas a submissão de baixo de seus pés, exercendo Sua autoridade de maneira cada vez mais ampla e completa a medida que o Evangelho se difunde e pessoas se convertem a ele; e (d) que o exercício de Sua autoridade será mais plenamente manifesto depois de sua segunda vinda.

Negamos que Cristo jamais receberá mais poder ou autoridade sobre a terra do que ele já recebeu em Sua primeira vinda.

Sl 2:1-6; Is 9:6-7; Dn 2:32-35; Mt 28:18-20; At 4:10-12, 4:25-26, 17:30;1 Co 15:25-28;
Ef 1:19-22, 2:6; Fp 2:9-11; Hb 1:2-5; Ap 1:5, 5:5-12, 19:11-21.

Todo Joelho Se Dobrará a Cristo

10. Afirmamos (a) que todo joelho se sobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor deste universo e legítimo Dominador de todas as vidas, e (b) que somente aqueles que, confiando em sua graça somente para o perdão dos pecados, se arrependem de sua rebelião pecaminosa e se submetem a Cristo como Senhor, são justificados e aceito diante do juízo de Deus.

Negamos que qualquer pessoa, judeu ou gentio, crente ou incrédulo, pessoa privada ou oficial público, esteja isento da obrigação moral ou jurídica diante de Deus de se submeter ao Senhorio de Cristo sobre cada aspecto da sua vida em pensamento, palavra ou obra.

Sl 2:1-6; Dn 2:32-35; Mt 4:17,23, 28:18-20; At 4:10-12, 17:30;Rm 3:23-24, 5:8, 8:1-4; Fp 2:9-11; Ap 1:5.

Submissão ao Senhorio de Cristo é Essencial Para a Salvação

11. Afirmamos que, porque o Rei exige obediência de todos seus súditos e filhos, (a) o arrependimento é necessário para a cidadania no Reino de Deus, e (b) a evidência do arrependimento genuíno é a escolha contínua e deliberada de se submeter em obediência ao senhorio de Cristo.

Negamos (a) que qualquer pessoa possa legitimamente alegar que Cristo é seu Salvador sem se submeter a ele como Senhor; (b) que Cristo salvará qualquer um que se recuse a se submeter em obediência grata a ele como Senhor e Rei; (c) que esta visão estabeleça que a salvação é pelas obras; (d) que os cristãos possam se tornar sem pecado ou superar a necessidade de arrependimento nesta vida.

Mt 4:17-23, 7:21-27; Jo 14:21,23, 15:5-6,10; Rm 6:1-2,12-14, 8:13-14;Gl 6:7-8; Ef 4:20-24, 5:3-6; Cl 3:1-7; Hb 10:26-29; Tg 1:22, 2:17-26, 3:11-17; 2 Pe 2:20-22; 1 Jo 2:3-4,9-11, 2:3-4, 3:10,17-18.

A Igreja e o Reino de Deus

12. Afirmamos (a) que a Igreja consiste nos remidos e se manifesta na comunidade dos crentes; (b) que a autoridade do Reino de Cristo não está limitada a Sua Igreja, mas se estende a todas as áreas da vida; e (c) que a Igreja é o ponto focal da obra do Reino de Cristo aqui na terra.

Negamos (a) que a Igreja deva ser equiparada a qualquer denominação; (b) que a autoridade de Cristo esteja limitada a Sua Igreja ou a qualquer grupo de crentes; e (c) que qualquer instituição além da Igreja seja o instrumento primário de Deus para expandir o Evangelho e a extensão do Reino de Cristo.

Sl 110:1-3, 118:22-23; Is 28:16, 45:23, 60:3,11-15, 61:3-6; Dn 7:14,18,22,27; Mt 16:18-19,
18:18-20, 21:41-44, 28:18-20; Lc 9:2; Jo 17:18-22;At 1:6-8, 20:25-28, 28:28; Rm 8:16-19; 1 Co 6:2; Ef 1:18-23; Fp 2:9-11; Cl 1:13-18; Hb 2:6-9, 8:8-13, 12:22-24,28; 1 Pe 2:6-9; Ap 1:6, 2:26, 5:9-10, 20:6, 21:2-7,23-27.

A Grande Comissão

13. Afirmamos que a Igreja tem uma responsabilidade absoluta de obedecer a Grande Comissão que a tarefa da Igreja é: (a) anunciar Cristo como Rei sobre toda terra e Juiz de toda humanidade que agora manda que todo homem em todo lugar se arrependa; (b) proclamar as boas novas da salvação pela graça pela fé no sangue expiatório de Cristo; (c) fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar todos os mandamentos de Deus na Bíblia que se aplicam hoje.

Negamos (a) que a Igreja pode ignorar a Grande Comissão e ainda assim caminhar em obediência piedosa; (b) que a Grande Comissão se restringe unicamente a proclamação das boas novas da salvação sem o acompanhamento do chamado ao arrependimento e obediência fiel; (c) que a libertação que os desfrutam da condenação da Lei moral os isenta da obrigação de obedecê-la; e (d) que a obediência a Lei seja um meio de salvação.

Mt 4:17-23, 10:1,7-8, 28:18-20; Lc 4:17-20; At 1:8; Rm 6:12-16; Gl 3:1-5,23-28.

A Oração do Senhor

14. Afirmamos (a) que a intenção da Grande Comissão é essencialmente a mesma que a intenção das segunda e terceira petições da Oração do Senhor e do Mandato da Criação, ou seja, que a vontade do Pai deve ser feita na terra como no céu e (b) que estas instruções da parte de Deus são um chamado para o crente participar, tanto pela oração quanto pela ação, na expansão de Seu Reino na terra assim como é no céu, dentro do que for possível antes de segunda vinda de Cristo.

Negamos (a) que qualquer pessoa possa orar a Oração do Senhor com sinceridade e compreensão sem desejar que um número cada vez maior de indivíduos, grupos privados, e estados civis cresçam em obediência a vontade de Deus o Pai, e (b) que cristãos precisem primeiro concordar com a extensão em que o Reino de Cristo estará operando na terra antes de Sua segunda vinda para que possam trabalhar juntos em humildade e produtividade.

Gn 1:27-29; Mt 6:9-15, 24:36, 28:18-20; Lc 11:1-4; At 1:7.

O Reino e o Espírito Santo

15. Afirmamos que o Reino de Deus, apesar de garantido nas promessas do Pai e incorporado na pessoa de Cristo, nunca pode obter acesso ou vir à plena realização na estrutura da vida humana aparte da ação do Espírito Santo, que é indispensável para garantir a entrada no Reino, para selar a membresia no Reino, implementar a obediência do Reino, construir o caráter do Reino, para fornecer os dons do Reino, fortalecer a divulgação do Reino, para produzir o crescimento do Reino e garantir a vitória do Reino.

Negamos que força de caráter, carisma pessoal, administração habilidosa, imaginação criativa, talentos evidenciados, força financeira, ação política ou proeza educacional podem por si mesmos construir ou avançar o Reino de Deus.

Sl 104:29-30; Is 30:1, 59:19-21, 61:1-3; Ez 36:25-27; Jl 2:28-29; Zc 4:6; Mt 3:11, 12:28, 28:19; Lc 11:13, 12:12; Jo 3:5-6, 6:63, 14:26, 15:26, 16:13; At 1:5,8, 2:4,16-18,33, 4:31, 9:31; Rm 8:4-17,26-27, 14:17;1 Co 2:4,14, 3:16, 6:9-11, 12:4-13; 2 Co 1:22, 3:3-11,17-18, 10:3-5; Gl 3:3, 5:16-25; Ef 1:13, 4:30, 6:12-18; Fp 3:3; 1 Ts 1:5; Tt 3:5; Hb 2:4; 2 Pe 1:21; 1 Jo 3:24; Jd 1:19

A Igreja Responsável Pelo Avanço do Reino de Deus

16. Afirmamos que Deus responsabiliza o corpo de Cristo pelo avanço de Seu Reino na terra, na medida do que foi ordenado por Deus, aplicando Seus princípios bíblicos através do serviço em todas as áreas de atividade humana em todas as nações, antes do retorno glorioso de nosso Senhor.

Negamos (a) que qualquer crença relativa ao tempo da segunda vinda de Cristo, a sequência de eventos que precedem, e aos limites da possibilidade de crescimento do Reino antes do retorno de Cristo isenta qualquer um desta responsabilidade, (b) que buscar a aplicação dos princípios bíblicos da mordomia de toda a criação terrestre diminui a esperança celestial do crente, e (c) que alguém pode liderar adequadamente sem uma atitude de servidão humilde.

Dt 4:5-8; Mt 10:1,7-8, 16:18-19, 18:1-4, 21:25-28, 28:18-20; Jo 15:5-8, 17:13-21; At 1:8.

O Reino de Deus e o Céu

17. Afirmamos (a) que a nossa cidadania primária está no céu, mas que também somos cidadãos das nações terrenas, (b) que a Bíblia nos ensina a ter uma mentalidade celestial e que somente homens e mulheres assim são úteis para Deus na terra; (c) que estamos assentados nos lugares celestiais para reinar em e com Cristo, (d) que o céu é o modelo e padrão para a terra; e (e) que devemos viver com a ávida expectativa de estar com o Senhor no céu e da Segunda Vinda de Cristo em glória, quando o céu descerá a terra em sua plenitude.

Negamos (a) que nossa cidadania celestial reduza nossas responsabilidades na sociedade, e (b) que a nossa expectativa do céu e da vinda de Cristo permite que negligenciemos nossas responsabilidades neste mundo.

Sl 27:4; Mt 6:19-21,33; Lc 12:31-34, 20:25; Rm 8:18-25, 13:1-7; 1 Co 13:12; 2 Co 4:16-18, 5:1-9; Ef 2:6-7; Phil 3:20-21; 1 Ts 4:13-18; 1 Tm 4:8, 6:13-19; Tt 2:11-13; Hb 12:22-23,28, 13:14; 1 Pe 2:11-17; 2 Pe 3:13-15; 1 Jo 3:2-3; Ap 21:1-5,10-27, 22:1-5.

A Bíblia é o Prumo de Deus Para Todas as Nações

18. Afirmamos que a tarefa do Reino de fazer discípulos de todas as nações obriga-nos a expor a Bíblia como o padrão e fio de prumo de Deus, pelo qual é medida a justiça, a moralidade e a prática de todos os esforços humanos em todas as jurisdições – indivíduos, associações voluntárias, família, igreja e governo civil.

Negamos (a) que a Bíblia e sua visão da realidade estabelecem exigências apenas para aqueles que aceitam sua autoridade, sendo irrelevantes para os que rejeitam, e (b) que a indisposição isenta qualquer pessoa da obrigação de crer e obedecer a Bíblia.

Sl 1:1-3, 2:1-6, 96:9-10, 99:1, 148:7-12; Is 9:6-7; Ob 1:15; Jn 3:2-6; Mq 1:2; Na 1:13; Mt 2:1-2, 5:18-19, 28:18-20; At 1:8, 17:30; Fp 2:9-11; Ap 1:5.

A Causa e Efeito Como Principio do Reino

19. Afirmamos (a) que quando as pessoas – indivíduos ou sociedades, cristãos ou não cristãos – seguem, consciente ou inconscientemente, os mandamentos morais, econômicos e práticos da Bíblia, elas tendem a colher bênçãos terrenas como resultado, e (b) quando as pessoas deixam de seguir os mandamentos morais, econômicos e práticos da Bíblia, elas tendem a colher juízos terrenos como resultado.

Negamos (a) que Deus para sempre deixa que as pessoas semeiem o vento sem ceifar o turbilhão, e (b) que a obediência garante ao crente qualquer coisa que ele peça a Deus.

Nm 21:5-8; Dt 4:2-9, 6:10-19, 28:1-20; Js 1:8; Jz 2:1-12,14-17; Ne 9:26-30; Sl 106:10-15; Pv 1:5-9,16-19, 3:13-18, 4:4, 11:9-11; Jr 7:5-15,23; Mt 5:18-19, 10:32-33; Rm 2:6-11; 2 Co 9:6; Gl 6:7-8; 2 Tm 3:8-9.

O Sofrimento Como Parte da Vida do Reino

20. Afirmamos que o sofrimento e a perseguição é uma parte normal da vida cristã pelo qual os crentes participam com Cristo em Seu sofrimento, em um serviço altruísta pelo avanço do Reino.

Negamos (a) que o sofrimento seja sempre um sinal do juízo de Deus ou de Seu desagrado com o pecado, e (b) que nosso sofrimento complemente a obra de Cristo pela redenção.

Mt 5:10-12, 10:16-25; Lc 9:23-24; Jo 21:18-19; At 7:52-58, 8:1, 16:25; 2 Co 12:10; Gl 5:11; 2 Tm 3:11-12.

Continuidade Entre os Testamentos

21. Afirmamos que há continuidade entre os princípios pessoais e sociais do Antigo e do Novo Testamento.

Negamos que os princípios morais do Novo Testamento são diferentes dos princípios morais do Antigo Testamento, seja individual ou socialmente.

Gn 15:5-11 (Rm 4:3); Ex 11:3-8 (Jo 1:29, Lc 22:14-20, Ap 5:4-10); Sl 2:1-6 (At 4:25-26); Sl 110:1 (At 2:34-35); Sl 118:22; Dn 2:32-35 (Mt 21:2-4, At 2:11, 1 Pe 2:7); Is 6:1-4 (Ap 4:2-8); Jr 31:31-34 (Hb 8:8-10); Jl 2:28-32 (At 2:17-18); Mt 5:18-19; Lc 16:17; Hb 1:1-2, 12:26-28.

O Reino no Antigo Testamento

22. Afirmamos (a) que o Reino de Israel no Antigo Testamento foi produzido e moldado pelos atos de Deus na história; (b) que este Reino deveria se basear nos princípios e leis dadas por Deus, mas o povo estava aquém do Reino justo e ideal que estas leis prescreviam; e (c) que o desenvolvimento do Reino Davídico foi a maneira de Deus preparar Seu povo para a vinda do Reino Messiânico.

Negamos (a) que o Reino de Israel no Antigo Testamento deve ser entendido somente por princípios naturalistas e nacionalistas sem qualquer relação com os justos princípios e leis de Deus, e (b) que qualquer um possa adequadamente entender ou antecipar o Reino Messiânico aparte da história do Antigo Testamento ou do Reino Davídico.

Dt 4:5-9; 1 Sm 8:3-7; 1 Cr 29:11; Sl 2:1-12 (At 4:25), 6:8 (Mt 7:23), 16:8-11 (At 2:25), 110:1-4 (At 2:35); Is 40:3 (Mt 3:3); Jr 31:31; Dn 2:32-35,44; Mq 2:12-13, 4:1-4, 5:2-5,15, 7:14-17; Hc 2:14; Sf 3:8-20; Ag 2:6-9,21-23; Zc 2:10-13, 3:8-9, 9:9, 14:6-11; Ml 3:1-3, 4:1-6; Mt 5:19, 6:10; At 1:6; Rm 9:25-29, 10:19-21; Cl 1:12-20.

Igreja e Estado

23. Afirmamos (a) que a relação biblicamente apropriada entre o governo civil e o governo eclesiástico em qualquer nação consiste em cada um livremente conduzindo suas obrigações em obediência às leis de Deus na Criação e na Bíblia, sem usurpar a jurisdição legítima do outro; (b) que o governo civil tem que impor sobre todo o povo leis de justiça civil revelada na Criação e reafirmada na Escritura, por meio da espada física, enquanto o governo eclesiástico deve impor na igreja leis redentoras de moralidade pessoal ou social conforme revelada nas Escrituras, por meio da espada espiritual.

Negamos (a) que a Igreja deve governar sobre o Estado; (b) que o Estado deve governar sobre a Igreja; (c) que a separação entre a Igreja e o Estado signifique a separação do Estado de atividades religiosamente motivadas; (c) que seja sequer possível separar motivações religiosas de qualquer atividade em qualquer esfera; e (d) que a Igreja possa legitimamente usar a coação da espada física.
Dt 4:5-8; Sl 2:1-12, 96:9-13, 110:1-4; Dn 2:32-35; Mt 22:17-21; Jo 18:36-37; Rm 13:1-7; Hb 5:5-10; Ap 1:5.

O Reino Transcende Todas as Entidades Nacionais

24. Afirmamos que o Reino de Deus transcende todas as fronteiras nacionais, políticas ou étnicas e une todos os crentes em Seu Rei, Jesus Cristo.

Negamos que o Reino de Deus possa ser identificado ou igualado com qualquer entidade geográfica, nacional, política ou étnica.

Lc 13:27-30; Jo 12:32; Rm 4:9-13; Gl 3:7-9,26-29; Ef 2:11-22; Ap 5:9-13, 21:24.

 

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