shadow

A SOMBRA DE CRISTO NA LEI DE MOISÉS (III)
Por Frank Brito

Parte IParte IIParte III – Parte IV

A LEI DO MANDAMENTO CARNAL

“Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; A quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas. Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior. E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem; ali, porém, aquele de quem se testifica que vive. E, por assim dizer, por meio de Abraão, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos. Porque ainda ele estava nos lombos de seu pai quando Melquisedeque lhe saiu ao encontro. De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. Porque aquele de quem estas coisas se dizem pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar, Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio. E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote, Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível. Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque. Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade“. (Hebreus 7.1-18)

Este capítulo dá continuidade a discussão, que começou no capítulo 5, sobre as diferenças entre o sacerdócio segundo a ordem de Levi e o sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque. Jesus não é sacerdote segundo a ordem de Levi. Ele não poderia ser porque Ele era da tribo de Judá e não de Levi. Jesus é Sumo Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque. Isso havia sido profetizado pelo Salmo:

“Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés… Jurou o SENHOR, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque“. (Salmo 110.1,4)

A discussão de Hebreus 7 começa com um comentário sobre a pessoa de Melquisedeque: “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo… sem pai, sem mãe, sem genealogia“. (Hb 7.1,3) Sem pai, sem mãe, sem genealogia? Como assim? Ele era algum tipo de anjo? Se atentarmos para a essência do argumento, fica claro o que ele quis dizer com isso:

“Porque aquele de quem estas coisas se dizem (Cristo) pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar, Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio. E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote, Que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal“. (Hebreus 7.13-16)

A discussão gira em torno da origem do sacerdócio. Para que alguém fosse um sacerdote levita era preciso ser da descendência de Levi. Ser descendente de Levi era um dos critérios para assumir o cargo: “E eu, eis que tenho tomado vossos irmãos, os levitas, do meio dos filhos de Israel; são dados a vós em dádiva pelo SENHOR, para que sirvam ao ministério da tenda da congregação”. (Números 18.6) Se alguém não fosse da descendência de Levi, não poderia ser sacerdote. Este não era o caso de Melquisedeque. Ele não herdou o sacerdócio de ninguém. Por isso diz “Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo… sem pai, sem mãe, sem genealogia“. (Hb 7.1,3) Ele não está dizendo que Melquisedeque não tinha pais ou antepassados, mas que, diferente dos levitas, seu sacerdócio não dependia de pertencer a uma descendência específica. É por isso que Jesus é sacerdote como ele. “Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio. E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote”. Uma das coisas que Melquisedeque e Jesus tinham em comum era que o sacerdócio não era baseado na genealogia. Jesus também não herdou o sacerdócio de seus antepassados. É neste contexto que devemos entender o que é dito sobre a ab-rogação da “lei do mandamento carnal”:

“Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei… E muito mais manifesto é ainda, se à semelhança de Melquisedeque se levantar outro sacerdote, que não foi feito segundo a lei do mandamento carnal, mas segundo a virtude da vida incorruptível. Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque. Porque o precedente mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade“. (Hebreus 7.15-18)

Não devemos entender que ele esteja se referindo a Lei de Deus como um todo. A palavra “lei” é frequentemente usada na Bíblia para se referir a mandamentos específicos dentro da Lei de Deus. Alguns exemplos:

“Dá ordem a Arão e a seus filhos, dizendo: Esta é a lei do holocausto; o holocausto será queimado sobre o altar toda a noite até pela manhã, e o fogo do altar arderá nele”. (Levítico 6.9)

E esta é a lei da expiação da culpa; coisa santíssima é”. (Levítico 7.1)

Esta é a lei da praga da lepra na roupa de lã, ou de linho, ou do fio urdido, ou tecido, ou de qualquer coisa de peles, para declará-la limpa, ou para declará-la imunda”. (Levítico 13.59)

E esta é a lei do nazireu: no dia em que se cumprirem os dias do seu nazireado, tra-lo-ão à porta da tenda da congregação”. (Números 6.13)

Esta é a lei, quando morrer algum homem em alguma tenda, todo aquele que entrar naquela tenda, e todo aquele que nela estiver, será imundo sete dias”. (Números 19.14)

Hebreus 7 não se refere a Lei de Deus como um todo. Ele se refere especificamente a “lei do mandamento carnal”. “Carnal” aqui não é o oposto de “espiritual”. “Carnal” aqui significa “relacionado a descendência”. Jesus “nasceu da descendência de Davi segundo a carne“. (Rm 1.3) Da mesma forma, os sacerdotes tinham que ser descendentes carnais de Levi. Hebreus explica que este mandamento específico de um sacerdócio baseado na descendência foi ab-rogado e não que a Lei de Deus como um todo foi. Se ele estivesse falando da Lei como um todo, ele estaria entrando em contradição consigo mesmo alguns capítulos depois:

“Porque esta é a aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; Porei a minha Lei no seu entendimento, E em seu coração as escreverei; E eu lhes serei por Deus, E eles me serão por povo”. (Hebreus 8.10)

Mas, de que maneira um mandamento específico da Lei poderia ser ab-rogado sem que a toda a Lei seja abolida? Simplesmente porque os mandamentos que foram ab-rogados eram sombras e tipos daquilo que continua tendo que ser cumprido. Foram ab-rogados quanto à administração externa, mas que não foram abolidos quanto ao significado e substância. Não temos mais os sacerdotes levitas administrando os sacrifícios no templo, mas temos Jesus Cristo intercedendo por nós no céu, com base em seu sacrifício na cruz. Os sacerdotes levitas e os sacrifícios que administravam eram sombras de Cristo e de Seu sacrifício na cruz. Sendo assim, a Lei de Deus não é anulada, mas confirmada por Jesus Cristo.

NÃO DEIXANDO NOSSA CONGREGAÇÃO

Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns… Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; A universal assembléia e Igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados”. (Hebreus 10.25;12.22-23)

O monte Sião era o monte do templo em Jerusalém. O que este texto demonstra é que o sistema de religião do Antigo Pacto – centralizado no sacerdócio levítico, no templo, nos sacrifícios e nas demais cerimônias da Lei – era uma sombra daquilo que se cumpriria na Igreja do Novo Pacto. Tais coisas foram ab-rogadas quanto a administração externa, mas não quanto a substância e verdade delas. É por isso que o texto diz que “chegastes ao monte Sião”. Não trata-se do monte literal em que ficava o templo, mas da substância e verdade significada por este monte. “A universal assembléia e Igreja” é o cumprimento escatológico do sistema religioso do Antigo Pacto. Quando nos achegamos a Igreja estamos fazendo substancialmente o mesmo que os antigos faziam quando se achegavam ao templo. Quando nos reunimos no culto público da Igreja de Deus estamos espiritualmente entrando do templo celestial, por meio do sacerdócio de Cristo, do seu sacrifício expiatório. A carta aos Colossenses tem algo importante a dizer sobre isso:

“… e tendes a vossa plenitude n’Ele, que é a cabeça de todo principado e potestade, no qual também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados com ele no batismo, no qual também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos; e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz. Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo”. (Colossenses 2.10-17)

Alguns argumentam que o sábado de Colossenses 2 não se refere ao sétimo dia, mas se refere a outras festas solenes que também eram chamadas de sábado. Primeiro, não há qualquer pista no próprio texto de que ele esteja fazendo uma distinção de sábados, como se tivesse falando de um e não de outro. Ele diz simplesmente sábados. Segundo, podemos entender com clareza que ele está se referindo ao sétimo dia de cada semana quando comparamos a estrutura do que ele diz aqui com a estrutura de diversos textos no Antigo Testamento.

“Ora, resolveu Salomão edificar uma casa ao nome do Senhor, como também uma casa real para si. Designou, pois, Salomão setenta mil homens para servirem de carregadores, e oitenta mil para cortarem pedras na montanha, e três mil e seiscentos inspetores sobre eles. E Salomão mandou dizer a Hurão, rei de Tiro: Como fizeste com Davi, meu pai, mandando-lhe cedros para edificar uma casa em que morasse, assim também fazem comigo. Eis que vou edificar uma casa ao nome do Senhor meu Deus e lha consagrar para queimar perante ele incenso aromático, para apresentar continuamente, o pão da preposição, e para oferecer os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas do Senhor nosso Deus”. (II Crônicas 2.1-4)

Este texto registra a iniciativa do rei Salomão de construir o templo. Aqui ele menciona algumas coisas que deveriam acontecer neste templo: “oferecer os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas do Senhor nosso Deus”. Devemos notar que Salomão cita aqui as mesmas coisas que Paulo citou as Colossenses, mas em ordem invertida: “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo”. (Cl 2.10-17) Salomão estava se referindo a uma obrigação da Lei. Quando buscamos na Lei a que obrigação Salomão se refere, fica absolutamente claro que Salomão estava se referindo ao sétimo dia.

Sábado

“Disse mais o Senhor a Moisés: Ordena aos filhos de Israel, e dize-lhes… No dia de sábado oferecerás dois cordeiros de um ano, sem defeito, e dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, com a sua oferta de libação; é o holocausto de todos os sábados, além do holocausto contínuo e a sua oferta de libação”. (Nm 28.9-10)

Lua Nova

“Nos princípios dos vossos meses oferecereis em holocausto ao Senhor: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, sem defeito; e três décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, para cada novilho; e dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, para o carneiro; e um décimo de efa de flor de farinha, misturada com azeite, em oferta de cereais, para cada cordeiro; é holocausto de cheiro suave, oferta queimada ao Senhor. As ofertas de libação do mesmo serão a metade de um him de vinho para um novilho, e a terça parte de um him para um carneiro, e a quarta parte de um him para um cordeiro; este é o holocausto de cada mês, por todos os meses do ano. Também oferecerás ao Senhor um bode como oferta pelo pecado; oferecer-se-á esse além do holocausto contínuo, com a sua oferta de libação”. (Nm 28.11-15)

Páscoa

“No primeiro mês, aos catorze dias do mês, é a páscoa do Senhor. E aos quinze dias do mesmo mês haverá festa; por sete dias se comerão pães ázimos. No primeiro dia haverá santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; mas oferecereis oferta queimada em holocausto ao Senhor: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos eles sem defeito; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite; oferecereis três décimos de efa para cada novilho, dois décimos para o carneiro, e um décimo para cada um dos sete cordeiros; e em oferta pelo pecado oferecereis um bode, para fazer expiação por vos. Essas coisas oferecereis, além do holocausto da manhã, o qual é o holocausto contínuo. Assim, cada dia oferecereis, por sete dias, o alimento da oferta queimada em cheiro suave ao Senhor; oferecer-se-á além do holocausto contínuo com a sua oferta de libação; e no sétimo dia tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis”. (Nm 28.16-25)

A Festa das Semanas (ou Pentecostes)

“Semelhantemente tereis santa convocação no dia das primícias, quando fizerdes ao Senhor oferta nova de cereais na vossa festa de semanas; nenhum trabalho servil fareis. Então oferecereis um holocausto em cheiro suave ao Senhor: dois novilhos, um carneiro e sete cordeiros de um ano; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para cada novilho, dois décimos para o carneiro, e um décimo para cada um dos sete cordeiros; e um bode para fazer expiação por vós. Além do holocausto contínuo e a sua oferta de cereais, os oferecereis, com as suas ofertas de libação; eles serão sem defeito”. (Nm 28.26-31)

A Festa das Trombetas

“No sétimo mês, no primeiro dia do mês, tereis uma santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; será para vós dia de sonido de trombetas. Oferecereis um holocausto em cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos sem defeito; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para o novilho, dois décimos para o carneiro, e um décimo para cada um dos sete cordeiros; e um bode para oferta pelo pecado, para fazer expiação por vós; além do holocausto do mês e a sua oferta de cereais, e do holocausto contínuo e a sua oferta de cereais, com as suas ofertas de libação, segundo a ordenança, em cheiro suave, oferta queimada ao Senhor”. (Nm 29.1-6)

O Dia da Expiação

“Também no dia dez deste sétimo mês tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; nenhum trabalho fareis; mas oferecereis um holocausto, em cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro e sete cordeiros de um ano, todos eles sem defeito; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para o novilho, dois décimos para o carneiro, e um décimo para cada um dos sete cordeiros; e um bode para oferta pelo pecado, além da oferta pelo pecado, com a qual se faz expiação, e do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e as suas ofertas de libação”. (Nm 29.7-11)

A Festa dos Tabernáculos

“Semelhantemente, aos quinze dias deste sétimo mês tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; mas por sete dias celebrareis festa ao Senhor. Oferecereis um holocausto em oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor: treze novilhos, dois carneiros e catorze cordeiros de um ano, todos eles sem defeito; e a sua oferta de cereais, de flor de farinha misturada com azeite, três décimos de efa para cada um dos treze novilhos, dois décimos para cada um dos dois carneiros, e um décimo para cada um dos catorze cordeiros; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No segundo dia, doze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e as suas ofertas de libação: No terceiro dia, onze novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No quarto dia, dez novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No quinto dia, nove novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No sexto dia, oito novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No sétimo dia, sete novilhos, dois carneiros, catorze cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para os novilhos, para os carneiros e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. No oitavo dia tereis assembleia solene; nenhum trabalho servil fareis; mas oferecereis um holocausto em oferta queimada de cheiro suave ao Senhor: um novilho, um carneiro, sete cordeiros de um ano, sem defeito; e a sua oferta de cereais, e as suas ofertas de libação para o novilho, para o carneiro e para os cordeiros, conforme o seu número, segundo a ordenança; e um bode para oferta pelo pecado, além do holocausto contínuo com a sua oferta de cereais e a sua oferta de libação. Oferecereis essas coisas ao Senhor nas vossas festas fixas, além dos vossos votos, e das vossas ofertas voluntárias, tanto para os vossos holocaustos, como para as vossas ofertas de cereais, as vossas ofertas de libações e os vossos sacrifícios de ofertas pacíficas”. (Nm 29.12-39)

Era a isso que Salomão se referia quando mencionou a necessidade de “oferecer os holocaustos da manhã e da tarde, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas do Senhor nosso Deus”. (II Crônicas 2.4) Claramente os sábados eram o sétimo dia de cada semana, as luas novas acontecia mensalmente e as festas fixas eram demais celebrações. Em I Crônicas vemos também as três coisas juntas:

“Eis porque, segundo as ultimas palavras de Davi, foram contados os levitas da idade de vinte anos para cima. Porque o seu cargo seria o de assistirem aos filhos de Arão no serviço da casa do Senhor, nos átrios, e nas câmaras, e na purificação de todas as coisas sagradas, e em qualquer trabalho para o serviço da casa de Deus, cuidando dos pães da proposição, e da flor de farinha para a oferta de cereais, quer seja de bolos ázimos, quer seja do que se assa na panela, quer seja do que é misturado com azeite, e de toda sorte de medidas e pesos; e de estarem cada manhã em pé para render graças e louvor ao Senhor, e semelhantemente à tarde. e oferecerem continuamente perante o Senhor todos os holocaustos, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas, segundo o número ordenado”. (I Crônicas 23.27-31)

Em Neemias também:

“para os pães da proposição, para a contínua oferta de cereais, para o contínuo holocausto dos sábados e das luas novas, para as festas fixas, para as coisas sagradas, para as ofertas pelo pecado a fim de fazer expiação por Israel, e para toda a obra da casa do nosso Deus”. (Neemias 10.33)

Em Ezequiel também:

“Tocará ao príncipe dar os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele proverá a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel”. (Ez 45.17)

Isaías também:

“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembleias … não posso suportar a iniquidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer”.(Is 1.13-14)

Em Oséias também:

“Também farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas assembleias solenes”. (Oséias 2.11)

Sendo assim, fica perfeitamente claro ao que Paulo estava se referindo quando Paulo citou as três coisas juntas. Está claro que quando ele falou nos sábados, ele estava se referindo ao sétimo dia da semana. Está claro que Paulo reconhecia que a necessidade de guardar o dia de sábado era uma sombra que havia se cumprido em Cristo. O que Paulo tinha em mente quando mencionou estas coisas era essencialmente que Hebreus 13. O sistema de religião do Antigo Pacto era uma sombra daquilo que se cumpriria na Igreja do Novo Pacto. O que Paulo estava dizendo era que os cristãos não poderiam ser criticados por não cumprir tais coisas quanto a administração externa, pois eles já tinham tais coisas na Igreja de Deus. Quando nos achegamos a Igreja estamos fazendo substancialmente o mesmo que os antigos faziam quando se achegavam ao templo. Os “dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados” são “sombras das coisas vindouras” e nós já temos a substância e verdade significada por estas sombras quando chegamos “ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; A universal assembléia e Igreja dos primogênitos”. (Hebreus 12.22-23)

Parte IParte IIParte III – Parte IV

About these ads